Textos | Escrito na Madrugada

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10fev 2017

Como resgatar a autoestima

Postado por às em Comportamento, Pessoal, Textos

Não preciso nem dizer que minha autoestima sempre foi nível pós-sal. Por inúmeros motivos, alguns bem claros ou outros que talvez nem eu  mesma saiba. Muitas vezes não me olho no espelho. Aquele olhar de verdade, não aquele só pra checar se o cabelo não tá parecendo o Chewbacca e sair para algum compromisso. Às vezes não quero nem me arrumar pra sair. Às vezes não aguento e não aceito um elogio.

Mas isso não pode ser rotineiro, nem durar por muito tempo.

COMECE  DE DENTRO PARA FORA – a etapa mais crucial

Eu comecei repetindo para mim mesma e para os que estavam ao redor “Eu sou feia, mas sou legal.”(Por favor, leia até o final do post). Comecei a perceber coisas bacanas na minha personalidade, como isso afetava à mim e aos outros. E comecei a valorizar essas qualidades. Se para você parece não haver 1 qualidade, então comece a procurar formas de poder trabalhar em melhorar esses “defeitos” (talvez seja o demoniozinho da baixa-auto-estima falando tá?) – e boooora! Nada de ser orgulhosa – esse é o piooor defeito do ser humano. Não vai ser de uma hora para a outra que você irá mudar, são pequenos exercícios que a gente se esforça para completar, com uma grande recompensa no final! No que eu sou boa? (Se não sabe, faça uma lista de coisas que as pessoas ao redor de você fazem e bora testar uma à uma!!) Que efeito eu causo nos outros? Como  eu me vejo? Eu conseguiria conviver com alguém como eu?

NÃO SE COMPARE COM OS OUTROS

O seu DNA é ÚNICO. Pode ser clichê mas é uma das maiores verdades da vida: Só existe UMA você. Podem existir vários estilos parecidos mas ninguém vai ter a mesma experiência de vida como a sua.  Só tem uma vozinha na sua cabeça (eu espero :O) e ela é só sua. As coisas que você viu, experimentou, passou por, almeja, gosta, não gosta, etc, é o que fazem você ÚNICA. Tenha referências, mas não inveje: Você é você. E isso basta para ser maravilhoso!!

BLACK MIRROR

Abre espaço nesse espelho embaçado! De vez em quando é necessário pelo menos que você se esforce à se enxergar de verdade naquele espelho. Que tamanho são meus lábios? Que tamanho de testa eu tenho? Qual o formato do meu nariz? E as cores dos meus olhos? Meus cotovelos, joelhos, coxas, tornozelos… Quantas pintinhas tenho pelo corpo? Qual é meu tom de pele? Nada de negatividade. Pense de forma imparcial, observe.

Numa dessas você vai descobrindo seu jeito e também o que fica melhor em você.

Não adianta eu mentir aqui pra ti, que está lendo este texto agora e dizer “use qualquer coiiiisa, não se preocupe com tal coooisa”.  Não. Acredito que buscar a aceitação e uma boa autoestima depende de achar o que é melhor pra você. Conforme os anos vão passando a gente vai sabendo o que faz bem pra gente e o que é prejudicial. Eu, por exemplo, não posso deixar de dormir bastante; não posso abrir os olhos de manhã direto para claridade; nem posso deixar de tomar muita água! E você?

Além de hábitos, procure por produtos que vão te deixar mais feliz consigo mesma sejam maquiagens, produtos para o cabelo, hidratantes para o corpo com seu cheirinho preferido, iluminadores maravilhosos, sombras com brilho, etc. Tudo que realce sua beleza! Vai testando.

Rasgaram sua autoestima por ANOS, não é em uma (1) noite que você vai juntar os pedaços!

Separe noites para “cuidar de si” (adoro essas noites, são muito relaxantes e revigorantes), hidrate seu cabelo, tome sucos, chás, um banho mais demorado, tudo que for mais saudável e ajudar seu corpo – e você! – à se sentir melhor! Nosso corpo é feito de feitos e respostas – teste uma noite caprichada  dessa e depois me conta se você não se sentirá melhor!

Noites testando maquiagens novas (várias blogueiras de maquiagem no youtube), o que é melhor para sua pele, olhos, formato do rosto, cor de roupa, escola ou evento, etc. Não tem problema, maquiagem também ajuda à levantar a autoestima! Você se transforma, se cuida, faz bem pra você. Mas lembre-se: Tente descobrir quem você é por trás disso tudo e valorize-se! Claro, quanto menos maquiagem, melhor e você vai entender isso depois de um tempo. Penteados novos – e loucos! – para praticar no seu cabelo! Tem muuuitas referências no pinterest, divirta-se!

SELFIES

Nada de se esconder atrás das câmeras, fugir ou se fingir de morta! (As famosas não recusam tirar fotos com os fãs – e olha que há SEMPRE a chance de sair um bagaço né?! kkk Mas aí é que tá: Não adianta pedir pra tirar 300 vezes a foto: É você! Você é isso! Você é esse sorrisão escandaloso ou esse sorriso tímido! Você e SÓ você!!) É hora de testar. Seu melhor ângulo, seu melhor sorriso, seu melhor olhar.  Depois você vai perceber que isso tudo sempre esteve aí, você só precisou se esforçar um pouquiiinho para reencontrar! 😉 <3 Liga o som, ache uma luz boa e muitas muitas muitas selfies, não precisa nem postar depois. Daqui um pouquinho sentirá vontade de mostrar pro mundo uma “nova-eu”. (Ou  mande no grupo para as amigas!!) Se isso não acontecer tudo bem, ninguém é obrigado HAHA!

Junte todos esses ingredientes, adicione o “tempo“que precisar e… Conheça-se de novo! 🙂

Lembre-se: Em nenhum momento comentei no post que você está se observando, descobrindo, arrumando, melhorando para os outros… É tudo você! Por você! <3 

 

Playlist para todos estes momentos:

 

08maio 2016

Aleatorious Amorosous

Postado por às em Pessoal, Textos

Sempre fui aquela menina romântica, que quer fazer as pessoas rirem, que quer manter as relações em bom humor e resolver tudo com a verdade e sem muitas brigas.  Eu posso dizer que sempre me dediquei muito. Se eu estou com alguém, sou inteiramente daquele alguém. Tenho meu jeito de dizer o que gosto e não gosto, tenho meus defeitos, obviamente. Alguns eu nem me toco que os tenho, mas não tenho problema que me digam gentilmente como melhorar. Não acredito mais em príncipe encantado, relacionamentos perfeitos ou caras que não fazem coisas de… caras. Perdi minha inocência há tempos. Perdi minha confiança há tempos. E tenho medo de ter perdido a capacidade de dizer “Eu te amo” também.

 

Quando se trata de relacionamento, me jogo de cabeça. E sei que muitas vezes posso ser trouxa. Mas no fim, amar depende muito da “trouxisse” mesmo. É ter paciência. É ouvir e deixar de ouvir muita coisa. É esperar. É fazer e dizer coisas por impulso. É ser bob@. É fingir que não tem mais nada de importante no mundo do que o assunto de interesse da outra pessoa – porque você realmente deixa tudo de lado para ouvir e não se importa nem um pouco! É necessário muita coisa. É conversa. Muita conversa. É sinceridade e honestidade.

Já não aposto todas as minhas fixas no “pra sempre” e estou de olho nesse negócio de 100% fiel. Talvez ainda não tenha vivido o suficiente pra acreditar na bondade das pessoas. Afinal, sei que eu não faria isso, porque outras pessoas não teriam a mesma capacidade que a minha?

Não sei.

Quando se  trata de confiança, tenho os dois pés atrás.

Espero um dia poder depositar minha confiança 100% em alguém que valha realmente a pena. (Porque sim, às vezes acabo chegando nos 70% com algumas pessoas) Que os amigos sejam verídicos. E que eu não me arrependa disso. Só pra eu morder a língua. Essa é a primeira vez que quero estar errada.

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19abr 2016

Prazo de validade

Postado por às em Pessoal, Textos

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Quando algo assim acontece, é permitido pensar na possibilidade de nunca ter acontecido e desejar o mesmo? Mas aí você se lembra de todas as coisas boas que isso trouxe pra você, e como diferente você está depois dessa experiência. Provavelmente melhor. Mais forte.

Eu lembro. Se me esforçar um pouquinho. Guardei na gavetinha da cabeça. No fundo do fundo do fundo.

A temperatura estava agradável. De dia camisas e de noite aquele casaco branco que impedia que a brisa do mar nos atingisse. Aquele papel A4 desenhado, sendo desdobrado pra facilitar a despedida. Um mês antes, a praia. As primeiras mãos dadas, aquele contato imediato com a pele desconhecida. As primeiras tentativas. O sorriso tolo, obviamente. A água batendo nas pedras, o vento aliviando o calor e o sol refletindo os olhos que já emitiam brilhos próprios.

A gente era tão novo, né? haha

Te convidei pra entrar na minha vida, te expliquei que valia a pena tentar (valeu?). Era isso ou te teria todos os dias comigo, mas como um estranho e não mais o amigo. Algo me dizia que eu precisava falar, que precisava mostrar e ensinar. Não sei porquê tentei tanto. Os gráficos desenhados com dedos atrás do simples beliche. As luzes da cidade grande. O barulho, de fundo, do mar. 

Talvez não devesse ser tão guerreira assim.

E se eu nunca te dissesse o que era felicidade?

Mesmo magoada, maltratada, desacreditada, eu pedi três vezes

“Fica.”

 

E o prazo de validade venceu.

 

19abr 2016

Cicatrização

Postado por às em Pessoal, Textos

Você cortou meu coração fundo e me deixou sangrar sozinha. Quando meus pulmões se enchiam você se liquidificava com outros, se divertindo. Enquanto eu estagnada, agonizava por ter que assistir tudo em câmera lenta. Quieta. Pois se tentava ofegar de dor, você escondia tudo debaixo do tapete.

Eu sangrei.

E sangrei.

E sangrei…

Tive que me curar sozinha. Me costurar para me recompor. No processo, a dor chegava a feder, poucas pessoas queriam realmente ficar ao meu lado com medo de serem infectados. Cada dia era uma agulha perfurando. Não foi nada limpo. O jogo todo. A cicatrização não foi nada fácil. Você estava tão longe. Não percebia e não sentia nada do que eu passava. A faca passou longe do seu coração, partiu mais da região do estômago. Fácil de se recompor, não é mesmo? O mundo girava ao meu redor de forma descontrolada e enjoativa. Quase que me perco por completa na cirurgia, quase que paro minha vida por descuido, quase perco o controle.

“Não é verdade”. “Só você enxerga assim”.

Querendo me levar do hospital ao hospício.

Roçando o machucado que não teve nem chance de começar a se curar. Não, não foi só eu que enxerguei desse jeito. E todos enxergavam a situação chata que se passava na minha frente. Direto dos meus olhos. Meus ardidos olhos. Meu estômago sensível. Minha enorme vontade de voltar pra casa.

Aqueles meses pós-operatório que você seguiu comigo, era apenas fingimento? Era pra tirar um peso da sua consciência? Pra saber que eu ainda estaria na sua?

Talvez não tenha sido uma boa ideia. Afinal, esse tipo de remédio não serve pra nada. Me deixou mais fraca ainda, sabendo que poderia ter uma vida que já não me pertencia mais e não era culpa de ninguém. Muito menos minha.

Que me dediquei.

Até sangrar.

E eu com medo de ser julgada por querer algo melhor, logo.

 

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11jan 2016

Uma certa insegurança

Postado por às em Pessoal, Textos

Camila Tridapalli

Sabe, eu não sou muito velha pra poder dizer “tudo o que eu aprendi com a minha vida e essa é a minha verdade”, mas acho justo compartilhar algumas coisas. Talvez, sim, procurando por alguma compatibilidade de pensamentos e sentimentos com alguém; ou procurando por algum conselho que me mude – porque a vida é uma constante mudança, não é?!

Desde pequena uma das coisas que mais me atinge é a insegurança, que em cada fase acabou sendo resultado de algo que me aconteceu. A insegurança oscila, com certeza. Vendo que insegurança é algo totalmente diferente de autoestima, sendo o jeito em que eu ponho confiança nos outros. Autoestima trata-se de uma auto-confiança, me achar bonita, me achar legal, ME, À MIM etc. Com a insegurança eu acabo dependendo de outras pessoas. E, meu caro leitor(a), peço perdão pelo palavreado mas: Depender de outras pessoas é se foder. Quase que automático. Claro, posso estar sendo drástica. Mas você não pode esperar perfeição de outra pessoa, se você sabe muito bem que não pode dar o mesmo e ser 100% assertivo nas suas escolhas e ações.

Já levei tanto chute nas costas – Sim! Nas costas, na covardia! Pois a insegurança partiu da inocente confiança inicial que eu depositei em nas pessoas e a terrível quebra da mesma. Às vezes nem me surpreendo mais. Já é meio que certo que você ta aqui, ta com aquele ali, tá com aquele lá. Pode me amar aqui e me checar com nojo quando eu der as costas sorrindo pra você. Certeza.

Parece que é algo em que eu não posso mais controlar. Simplesmente aquela coceira no estômago me vem junto com pensamentos e ideias que podem estar bem longe da realidade. Por isso, quando está tudo errado eu tremo, quando tá tudo certo, também. Nem a comum citação “As pessoas são inocentes até que se prove o contrário”, cabe às minhas percepções. Meu limite de confiança parou no 70%. Tenha certeza que se eu digo “confio em você”, é nesses 70% que estou falando. Não exija mais de mim. É meu escudo, minha forma de não ter mais que passar por certas coisas e depois me arrepender de confiar 100% nas pessoas.

HAHAHA E eu ainda tenho a inocência – ou seria burrice? -, de pedir que me digam sempre a verdade. “Por mais dolorosa que possa ser. Sempre a verdade. Não minta, não oculte.” Novamente, eu tento. Às vezes alivia e ajuda a conseguir aquela capacidade ‘total’ de 70% de confiança que eu posso depositar em alguém.

É o meu jeitinho.

Agora tenho sempre um pé atrás. Talvez os dois. Cheguei no meu limite.

UP!