Textos | Escrito na Madrugada - Part 2

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19abr 2016

Prazo de validade

Postado por às em Pessoal, Textos

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Quando algo assim acontece, é permitido pensar na possibilidade de nunca ter acontecido e desejar o mesmo? Mas aí você se lembra de todas as coisas boas que isso trouxe pra você, e como diferente você está depois dessa experiência. Provavelmente melhor. Mais forte.

Eu lembro. Se me esforçar um pouquinho. Guardei na gavetinha da cabeça. No fundo do fundo do fundo.

A temperatura estava agradável. De dia camisas e de noite aquele casaco branco que impedia que a brisa do mar nos atingisse. Aquele papel A4 desenhado, sendo desdobrado pra facilitar a despedida. Um mês antes, a praia. As primeiras mãos dadas, aquele contato imediato com a pele desconhecida. As primeiras tentativas. O sorriso tolo, obviamente. A água batendo nas pedras, o vento aliviando o calor e o sol refletindo os olhos que já emitiam brilhos próprios.

A gente era tão novo, né? haha

Te convidei pra entrar na minha vida, te expliquei que valia a pena tentar (valeu?). Era isso ou te teria todos os dias comigo, mas como um estranho e não mais o amigo. Algo me dizia que eu precisava falar, que precisava mostrar e ensinar. Não sei porquê tentei tanto. Os gráficos desenhados com dedos atrás do simples beliche. As luzes da cidade grande. O barulho, de fundo, do mar. 

Talvez não devesse ser tão guerreira assim.

E se eu nunca te dissesse o que era felicidade?

Mesmo magoada, maltratada, desacreditada, eu pedi três vezes

“Fica.”

 

E o prazo de validade venceu.

 

19abr 2016

Cicatrização

Postado por às em Pessoal, Textos

Você cortou meu coração fundo e me deixou sangrar sozinha. Quando meus pulmões se enchiam você se liquidificava com outros, se divertindo. Enquanto eu estagnada, agonizava por ter que assistir tudo em câmera lenta. Quieta. Pois se tentava ofegar de dor, você escondia tudo debaixo do tapete.

Eu sangrei.

E sangrei.

E sangrei…

Tive que me curar sozinha. Me costurar para me recompor. No processo, a dor chegava a feder, poucas pessoas queriam realmente ficar ao meu lado com medo de serem infectados. Cada dia era uma agulha perfurando. Não foi nada limpo. O jogo todo. A cicatrização não foi nada fácil. Você estava tão longe. Não percebia e não sentia nada do que eu passava. A faca passou longe do seu coração, partiu mais da região do estômago. Fácil de se recompor, não é mesmo? O mundo girava ao meu redor de forma descontrolada e enjoativa. Quase que me perco por completa na cirurgia, quase que paro minha vida por descuido, quase perco o controle.

“Não é verdade”. “Só você enxerga assim”.

Querendo me levar do hospital ao hospício.

Roçando o machucado que não teve nem chance de começar a se curar. Não, não foi só eu que enxerguei desse jeito. E todos enxergavam a situação chata que se passava na minha frente. Direto dos meus olhos. Meus ardidos olhos. Meu estômago sensível. Minha enorme vontade de voltar pra casa.

Aqueles meses pós-operatório que você seguiu comigo, era apenas fingimento? Era pra tirar um peso da sua consciência? Pra saber que eu ainda estaria na sua?

Talvez não tenha sido uma boa ideia. Afinal, esse tipo de remédio não serve pra nada. Me deixou mais fraca ainda, sabendo que poderia ter uma vida que já não me pertencia mais e não era culpa de ninguém. Muito menos minha.

Que me dediquei.

Até sangrar.

E eu com medo de ser julgada por querer algo melhor, logo.

 

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11jan 2016

Uma certa insegurança

Postado por às em Pessoal, Textos

Camila Tridapalli

Sabe, eu não sou muito velha pra poder dizer “tudo o que eu aprendi com a minha vida e essa é a minha verdade”, mas acho justo compartilhar algumas coisas. Talvez, sim, procurando por alguma compatibilidade de pensamentos e sentimentos com alguém; ou procurando por algum conselho que me mude – porque a vida é uma constante mudança, não é?!

Desde pequena uma das coisas que mais me atinge é a insegurança, que em cada fase acabou sendo resultado de algo que me aconteceu. A insegurança oscila, com certeza. Vendo que insegurança é algo totalmente diferente de autoestima, sendo o jeito em que eu ponho confiança nos outros. Autoestima trata-se de uma auto-confiança, me achar bonita, me achar legal, ME, À MIM etc. Com a insegurança eu acabo dependendo de outras pessoas. E, meu caro leitor(a), peço perdão pelo palavreado mas: Depender de outras pessoas é se foder. Quase que automático. Claro, posso estar sendo drástica. Mas você não pode esperar perfeição de outra pessoa, se você sabe muito bem que não pode dar o mesmo e ser 100% assertivo nas suas escolhas e ações.

Já levei tanto chute nas costas – Sim! Nas costas, na covardia! Pois a insegurança partiu da inocente confiança inicial que eu depositei em nas pessoas e a terrível quebra da mesma. Às vezes nem me surpreendo mais. Já é meio que certo que você ta aqui, ta com aquele ali, tá com aquele lá. Pode me amar aqui e me checar com nojo quando eu der as costas sorrindo pra você. Certeza.

Parece que é algo em que eu não posso mais controlar. Simplesmente aquela coceira no estômago me vem junto com pensamentos e ideias que podem estar bem longe da realidade. Por isso, quando está tudo errado eu tremo, quando tá tudo certo, também. Nem a comum citação “As pessoas são inocentes até que se prove o contrário”, cabe às minhas percepções. Meu limite de confiança parou no 70%. Tenha certeza que se eu digo “confio em você”, é nesses 70% que estou falando. Não exija mais de mim. É meu escudo, minha forma de não ter mais que passar por certas coisas e depois me arrepender de confiar 100% nas pessoas.

HAHAHA E eu ainda tenho a inocência – ou seria burrice? -, de pedir que me digam sempre a verdade. “Por mais dolorosa que possa ser. Sempre a verdade. Não minta, não oculte.” Novamente, eu tento. Às vezes alivia e ajuda a conseguir aquela capacidade ‘total’ de 70% de confiança que eu posso depositar em alguém.

É o meu jeitinho.

Agora tenho sempre um pé atrás. Talvez os dois. Cheguei no meu limite.

20dez 2015

Velório

Postado por às em Pessoal, Textos

Hey,

ultimamente percebi que não sou nem um pouco boa com despedidas. Se tem um jeito de ser e se isso for extremamente necessário, me ensine. Mas sinto que preciso externar essa minha despedida pessoal em palavras. Não bastaria todos os “tchaus”, os olhares pesados, os beijos calados e o aperto forte. Nas despedidas encontramos últimas oportunidades e trocas, nelas também há espaço para as “primeiras vezes”. Primeiras lágrimas, primeiros assuntos tocados juntos (do que não virá, do que poderia ser), primeiros sonhos indo embora. Tudo se torna mais forte. Parece que a fricção das digitais no soltar das mãos, se torna tão intenso quanto as palavras ditas.

Eu sei, não precisa ser um “Adeus, para sempre!”. Mas eu sinto que tenho que enterrar isso em algum lugar. É um ritual particular, que eu estava enrolando para fazer. E assim, com certeza, tudo o que se passou não será completamente esquecido ou jogado fora. Existe uma lápide dentro de mim, escondida mas que seu epitáfio diz muita coisa importante que aprendi neste período e que guardarei com muito carinho. É também um barquinho de papel, que preenchi com toda a carga emocional e estou libertando mar adentro. Observando de longe onde irá chegar, se não perdê-lo de vista.

Quando os principais motivos são desconhecidos, a gente se perde e pensa em todas as possibilidades possíveis e impossíveis. Esquecemos que a maioria das coisas que vemos não têm um porquê, e por qual motivo nesta ocasião seria diferente? Por isso não te cobro mais, nem te culpo. Vi nos seus olhos que você queria a mesma coisa que eu, pelo menos no princípio. E você foi honesto comigo e consigo mesmo – o que eu valorizo 100% e digo: No final, não erramos em nada. A nossa parte a gente fez – e muito bem! Foram anos de muito aprendizado, parceria e (por que não?) amor.

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Lembrar de como foi bom não me faz bem. Só me faz sentir… Pena. Me desculpa, mas é só o que eu consigo sentir em relação a isso, por enquanto. Pois no fundo eu sei (e talvez você concorde) que poderíamos ser algo grande, forte, permanente, que iria longe. Por isso não posso me agarrar à essa ideia e não tenho nada de ruim para me segurar. Nem o meu medo de altura me afastou da corda bamba. O jeito é deixar os braços livres e tentar andar no máximo equilíbrio possível, concentrada em me distrair em relação à altura.

Se um dia eu fiz algo que te magoou, peço que aceite minhas mais sinceras desculpas. Posso ter errado, claro – todo mundo erra!, mas juro que tentei muito me esforçar pra ser a melhor companhia sempre. E, obviamente sempre vim tentando melhorar, e vou continuar fazendo. Imagino que o sentimento de orgulho, bem-querer e respeito é mútuo e entendível. Do mesmo jeito que a gente se entendia com poucas palavras (ok, às vezes eram várias! haha), sabes que só espero coisas boas para você. Você tem meu número.

O porquê e o que virá, são perguntas que não podemos responder – no momento. E nem podemos apostar nossas fichas, haha. É tão imprevisível. Do mesmo jeito que começou, que terminou. Quem sabe o que virá? Talvez estejamos perdendo a melhor coisa que nos aconteceu (e todo aquele papo que repassamos mil vezes  – nunca será “tarde demais” para tentar!), ou talvez isso só nos fortifique, a gente NÃO SABE! E o que podemos fazer? Reagir ao que temos, não é mesmo? Mas como já disse várias vezes: “Nós, pelo visto, não tivemos escolha. A nossa parte, fizemos.” Agora é aceitar… Seguir  e deixar fluir em frente.

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Se estou bem? To. Estou super bem. Se estou onde gostaria de estar? Nem tanto.

06dez 2015

O que certamente combina com tudo ?

Postado por às em Blog, Comportamento, Convidados, Pessoal

Sabe aqueles dias que você não pensa em nada ? Bom, eu não sei rs minha mente é um turbilhão, chega dar dor de cabeça de tanto que eu penso em tudo e sobre tudo… Enfim, esses dias resolvi fazer uma lista do que combina com tudo. Isso mesmo, com TUDOOOO.

AVISO : Vocês podem achar essa lista bem estranha ( e é), porque é bem aleatória.

Vamos lá.

A primeira coisa que veio na minha mente, assim bem de imediato mesmo foi BLAZER, sim, blazer. Se você for homem combina com jeans, social, sapato, sapatenis, “all star”, e se for mulher, vixi é uma lista infinita… saia, vestido, jeans, sorts, salto, sapatilha ET CETERAS hahah

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Pois bem, a MÚSICA veio logo em seguida, porque se vc ta triste, escuta uma música que piora ou melhora (Pablo) heheheh agora se você estiver felizão, ligado nos 220 W, partiu eletrônico certo? CEEEEERTO hahahah

(ps: a Gigi é muito sexy, OH GOD)

CHOCOLATE, sempre que você quer comer um doce você pensa em chocolate ou em algo que vai chocolate, ou quando você não sabe o que dar de presente, vai um chocolate ? 😛 (se você falar que não gosta de choc… você é estranho mas ok, gosto de ti, sobra mais pra mim HAHAHAHAH)

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BATATA FRITA   a qualquer hora é bem vinda, principalmente se for sorvete ( não ache estranho, é muito bom )

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Sabe quando você junta a galera e depois de um tempo já ta todo mundo morrendo ? Se falar que nunca aconteceu isso contigo, amigo, quero o segredo rs Então pra essas horas e pra muitas outras servem os FILMES, adoroooooooo ehehehe

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Cara, deu até sede agora , sim vou falar de ÁGUA, amo água, seja pra beber, pra se molhar. Água é vida (literalmente)

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Falando em se molhar, gosto muito de praia, e para poder desfrutar bem e pegar aquele bronze tem que ter SOOOOL, até porque odeio ficar carregando guarda chuva. Mas também não precisa estar com a sensação do SAARA, né? É!

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E falando de sol e água, me lembra que VIAJAR combina com tudo, serio quem não gosta de fazer uma viagenzinha ou pelo menos um bate volta ? Se eu pudesse minha vida iria ser na base dos mochilões <3

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E falando disso tudo, uma das coisas que eu amo, é registrar os momentos. Pois FOTOGRAFAR me faz ficar calma, e acho uma beleza muito grande nas fotografias…

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E Por ultimo porem não menos importante ( bem clichê essa frase, sei disso) PESSOAS, sim, pessoas combinam com tudo rs pra ser amiga, pra te fazer companhia, pra ser amada…

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UP!