Textos | Escrito na Madrugada - Part 4

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18jan 2015

Como poderia ter dado certo de primeira

Postado por às em Fictício, Textos

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Conto praia verão

A areia dourada da praia brilhava nos olhos dela como barras de ouro, o sol estava no talo e o suor só não escorria pois era substituído por água salgada. Ela gostava de ir até certo ponto na água, onde ainda alcançava os pés na areia; Ficar além disso era perigoso e adrenalina de  saber que a possibilidade de haver caravelas era grande, já bastava. Gostava de deixar os pés levitar na linha do horizonte que a água formava, jogava  seu corpo e por último a cabeça para trás deixando seu cabelo comprido pegar um pouco da água salinizada. Mas sempre ficava de olho para não boiar até muito longe da praia. Avistava de lá, um guarda-sol tamanho família com listras azuis e vermelhas. Sentia os raios solares atingirem sua pele fortemente, percebendo assim que o meio-dia se aproximava. Voltou à sua cadeira debaixo do guarda-sol com sua mãe, pai e irmã. Recostou-se com seus fones de ouvido plugados, uma música doce com batidas fortes e o livro de aventura. Não gostava muito de ir à praia mas fazia um agrado à sua família. Também não gostava muito de mostrar seu corpo apenas de biquíni e era muito branca pra sair pegando sol do meio dia, então permaneceu quieta e tranquila debaixo do guarda-sol, aproveitando a brisa e a leitura.

De repente algo a atingiu nas costas, fazendo-a se levantar no pulo em direção de onde a bola fortemente havia vindo. Ao tirar os óculos escuros avistou um rapaz moreno com – aparentemente – a mesma idade que a sua, lá pelos 17/18 anos. Vinha em sua direção com cara de quem sabia que ia levar uma bronca, provavelmente seu rosto demonstrava que ela estava prestes a lhe metralhar um sermão. Mas ela mal conseguiu balbuciar algo ao vê-lo aproximar-se. Só conseguia olhar nos olhos dele: Amendoados como os melhores chocolates, as melhores avelãs. Que mulher não gosta de chocolate? O tom da sua pele não fugia muito do padrão dos olhos. O cabelo castanho escuro bem curtinho, quase careca, barba por fazer e de cara ela percebeu que podia ser daqueles engraçados.

– Desculpa, desculpa, desculpa!!

– Ahn… Ah, tudo bem. Não foi nada. – Tentou chutar a bola para mais perto dele porém… Não conseguiu, seus pés passaram perto da bola mas nem causaram um ventinho perto. Ficou encanada com o mico que podia ter pagado mas ou ele não viu o que aconteceu, ou fingiu que nada aconteceu. Melhor ainda! Sem saber o que dizer e como reagir, deu um leve sorriso e voltou a se sentar na cadeira de praia. Tentou voltar a leitura mas tudo o que conseguia era relembrar aqueles olhos amendoados. Era estranho pensar em devorá-los? E aqueles lábios carnudinhos, o nariz perfeito e as bochechas salientes? Fora a barba que já lhe dava um ar de maturidade. A cor da pele… Olhou para a própria e chegou à conclusão de que talvez nunca teria uma pele com um tom bonito e moreno como aquele. Moreno…

Logo algo novamente a interrompeu e dessa vez foi na cara mesmo.

– Oi! A gente queria saber se você quer jogar vôlei com a gente?! Não têm muitos jovens na praia hoje, como pode ver, e o time está desfalcado… – Era um rapaz da mesma idade, mas não era o Moreno. Bom, ele era mais moreno que o moreno. Mais barbudo que o moreno. Talvez tinha olhos verdes também, porém ela não conseguiu reparar muito nisso já que o amigo não saía da sua cabeça. Olhou ao redor, procurando outras jovens… Como poderia uma praia sem jovens? Difícil acreditar que numa cidade onde a sua universidade estava instalada, teria poucos adolescentes  aproveitando a praia num dia lindo de sol como aquele. Era a primeira vez que vinha àquela praia e a escolheram justamente por não ser muito movimentada, queriam paz. Ela topou. Acabou jogando no time contra ao do Moreno. Podia vê-lo através da rede. Não jogavam com muitas regras, preferiam a diversão. Assim que cansaram, ela foi sentar numa pedra que ficava entre os restaurantes e a praia em si. O Moreno sentou do lado dela. Percebeu que suava, porém não cheirava mal. Cheirava até que bem! Sentia o corpo dele exalando calor. E ali conversaram. E muito. Os outros até voltaram a jogar mais uma partida, mas o casal permaneceu conversando ali.

Perguntou-se milhões e milhões de vezes se deveria perguntar seu nome, de onde era, o que fazia. Mas não queria se apegar. Afinal, suas aulas começavam em duas semanas na faculdade. E esse período, lhe disseram, seria o melhor de sua vida. Cheia de pessoas – e gatinhos – novas, experiências, festas, aprendizado, amadurecimento, etc etc. Seu último relacionado tinha sido tumultuado e nada tranqüilo, nada como ela queria para si, traumatizando-a. Queria alguém com quem pudesse contar, rir – principalmente! – , ser parceira, viajar, dividir sonhos e confiar. Então a tarde toda tinha sido sobre assuntos aleatórios. E ela adorou tudo isso. Ele parecia bem interessado nela, nas coisas dela, pedia o telefone e ela se fez de difícil até não conseguir mais resistir àquele sorriso brilhante, que enchia o peito dela de felicidade. E o que saia da boca dele só a fazia sorrir e rir, deixando-a com dores nas bochechas e na barriga também. Seria isso felicidade? Talvez ela tenha esquecido como era, ou nem vivido ainda.

Teria certeza que para esquecê-lo levaria mais do que duas semanas. Começaria a faculdade pensando em um cara… Poxa. Aquele sorriso que fazia o sol se esconder de vergonha, o riso, as piadas… O humor em si. Os olhos… Ah, como ela se derretia para aqueles olhos! Amendoados. Sua fome por eles aumentava gradualmente e intensamente.  E como queria tocar o cabelinho raspado! Além de engraçado, simpático e lindo, ele era interessante e nem um pouco chato. Podia ficar horas e horas conversando com ele.

Perto de escurecer, seus pais a chamaram para ir embora. Pode ver a cara de decepção misturado com tristeza e parecia que a saudade já tinha passagem comprada no rosto do Moreno. Tentou ser forte e não pedir mais nada, apenas dizer adeus. Telefone ou outro tipo de contato teria que ser evitado se ela quisesse realmente aproveitar o período de universitária. A despedida em si foi estranha… Ele ia tentar um beijo no rosto, ela foi no abraço, depois mudou de ideia e tentou o beijo no rosto enquanto ele tentava o abraço. Estranho. O resultado da confusão foi um selinho repentino no canto da boca do Moreno. Ops. Sentia a pele ficar avermelhada e quente – Dava pra usar a desculpa do sol quente? O sorriso dele pareceu se estender ainda mais. E toda essa situação mexeu com ela como nunca antes. Seus pés e mãos ficaram frios, seu coração acelerou e se aqueceu, parecia querer correr e se esconder assim como ela. Sua barriga era uma verdadeira montanha russa e todas essas sensações transpareceram da garganta para fora quando sua voz trêmula disse “Adeus!”

– Até logo, Branca. – Disse ele.

E o furacão de sensações voltou. Ao andar até o carro mil pensamentos rondaram sua cabeça. Meu Deus! Devia ter pedido o número dele caso ele não retornasse? O que realmente sabia dele? Que faculdade mesmo ele disse que iria cursar? Estava ocupada demais mergulhando na piscina de amêndoas, ou se bronzeando com a luz do sorriso do rapaz.

Duas semanas se passaram com muitos sentimentos trancafiados à sete chaves. Ele a havia procurado. Bastante. Ela fingia para si que não trocava mensagens com eles, mas os dedos teclavam freneticamente o celular, a barriga estremecia quando na tela do celular um contato chamado “Moreno” tinha correspondido. Fingia para si mesma que ia dormir as 22horas certinho, para começar a se acostumar com o horário de aula. Mas na verdade os lábios faziam manobras que iam de palavras à sorrisos ao telefone até quase 4/5 horas da madrugada. Fingia para si mesma que as olheiras logo de manhã a chateavam mas era impossível não checar o celular logo cedo na expectativa de novas mensagens. Expectativas correspondidas.

Na véspera de um dos dias mais importantes da sua vida, a noite foi difícil mesmo tendo passado horas conversando no telefone com o… Amigo. O coração batia forte e o estômago reclamava de ansiedade. Imaginava que não era a única que sentia isso, já que as aulas de todo o estado começavam amanhã, inclusive de Moreno. Será que ele vai conhecer uma menina bacana na faculdade? E se esquecer dela, abandoná-la, deixá-la. Ou será que ela seria capaz de fazer isso com ele? Como poderia ser esse relacionamento à distância se ela nem ao menos tinha sequer acreditado que relacionamentos assim podem durar? Além de tudo, amanhã teria que viajar sozinha para a cidade onde estudaria, conheceria pessoas novas, professores, um campus inteiro novo, matérias que nunca pensara em estudar, outras que sempre sonhara, e voltaria para sua cidade natal no mesmo dia. Esperaria contar com Moreno pelo menos por mensagens, mas provavelmente o mesmo ficaria tão ocupado com as mesmas preocupações. Na vida dele. Na vida dela.

No primeiro dia de aula, tentava achar sua sala pelo campus. Havia passado uma longa viagem – tranqüila – para chegar até ali, a faculdade na cidade praiana. Suas mãos já começavam a suar e o estômago novamente à reclamar de ansiedade.

“Estou na minha faculdade. Não consigo achar minha sala” – Teclara.

“Também estou na minha. Ah, achei coisa melhor.” – Moreno respondera. O coração da menina já palpitou erroneamente, e se ele tivesse visto uma menina bonita, perfeita e que ainda estuda na mesma cidade que a dele? E se a abandonasse agora? Não estava preparada.

“O que?”

“Você.”

De repente sentiu uma mão delicada ao mesmo tempo forte, determinada,  em seu ombro. Ah, aqueles olhos de amêndoa e o sorriso que faz o sol se esconder de vergonha…

13jan 2015

Carta para a intercambista

Postado por às em Pessoal, Textos, Viagem

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Não importa a hora ou o local que você estiver lendo isso. Talvez pegue no começo da viagem, talvez no final ou quem sabe – desajeitada do jeito que somos – só veja quando chegar ao Brasil. Um mês é muito pouco aparentemente, mas quando a gente faz coisas maravilhosas como essa que você está fazendo, parece durar um ano. E esse “um ano” parece também, muito pouco para tanta coisa boa. Se quiser ler essa carta para seus colegas de viagem, pode ficar a vontade, sei que vai ser de boa utilidade pra eles também. Sabedoria tem que ser compartilhada haha. Mesmo que já façam 5 anos que eu fui, as coisas eram diferentes, claro, mas a essência e a experiência são parecidas! Espero que você veja com um carinho essas minhas palavras e as aproveite:

Nessa viagem você vai…

Se emocionar: E deixe as lágrimas rolarem pois essas não são de tristeza e tenho certeza que saudade não será um problema para ti como não foi pra mim pois nem deu tempo de sentir! HAHA Deixa a emoção te dominar! Se for pra chorar de saudade, chore, mas que pare antes mesmo da lágrima cair na neve! Mas assim que você pisar e sentir o ar diferente, a neve sob os pés e o maple leaf na mão… Ahh, a emoção pega! E não tem como negar!

Rir: É a hora certa de alargar o sorriso – porque você acha que hoje em dia pareço o Coringa? HAHAA Brincadeira. Não esqueça de que é época de fazer um boneco na neve, Olaf!, e um anjo na neve e escrever o nome da irmã mais velha na neve também HAHA

Descobrir coisas novas: Sei que pra ti pode ser um pouquinho difícil essa parte – principalmente relacionada a comida. Mas experimente! Experimente tudo! Porque pelo menos depois você vai poder dizer que era de tal jeito, ou que não gostou por causa de tal coisa e sentir saudades de casa! Sabe quando a mãe fala: “É bom viajar, mas voltar pra casa é melhor ainda?” Comida, minha cara. Comida de casa é bençãããão. Mas calma lá!! Não é pra ir descobrindo só fast-foods não ta? Experimenta a comida das pessoas da casa, de pouquinho em pouquinho. Caso não goste, engula imaginando que é um feijão ou algo que tu goste HAHA E na próxima vez diga educadamente que não gosta, ou que prefere outra coisa. E elogie essa outra coisa! Além de comida, você vai descobrir como as pessoas em outros países são – bem educadas no caso do Canadá -, que há bondade no coração de muita gente, etc. E lembre-se que essa é a cidade que eu quero vir a morar algum dia, então descubra todas as coisas possíveis dela! Explore cada canto, com juízo! A educação lá também é diferente; Os mendigos dizem “Have a nice day” e você diz “You too, thanks“. Se alguém espirra “Bless you!” – Do contrário você ta querendo o mal para a outra pessoa. Atravesse na faixa, só na faixa e quando for a sua vez. Nas escadas se tiver pressa, esquerda. Se tiver em tempo, direita. “Sorry?” – se você não tiver entendido o que a pessoa quis dizer. E outras coisas que você descobrirá sozinha  Não deixe de ir àquele restaurante tailandês que eu te falei, do Cinnamon, tudo de mente aberta! E sabe muito bem da minha opinião Starbucks x Tim Hortons hahaha Peça: “A French Vanilla, please” e resista (ou não) aos donnuts!

Se descobrir: A viagem toda você vai estar se descobrindo a cada dia. Quem sabe a Isa não volte gostando de tudo quanto é comida diferente, preferindo o inverno ao verão, entre outras coisas? Vai aprender a se virar sozinhainhainha e aí que a água bate na bunda! Mas tenho certeza que você vai fazer tudo certinho e muito bem, sem se desesperar. Se se perder? Tem o celular e boas risadas!

Aprender: (Um pouco mais) a falar outra língua, afinal, você vai ter que falar com os pais da casa e sabe-se lá qual vai ser o sotaque deles? Não esqueça do celular, dicionário (minha época KKK) e a mímica – minha favorita. Mas, infelizmente não dá pra fazer mímica pelo telefone hehe. Não tenha vergonha de pedir ajuda! E não leve as aulas na brincadeira, pelo contrário: Extraia tudo o que pode dos professores! Sobre a cultura local ou da cidade natal deles, como se fala aquilo, qual expressão se usa para tal coisa. Uma vez – não sei como chegou o assunto mas o professor começou a nos ensinar os nomes para armas (gun, weapon, etc etc) e drogas HAHA. Afinal, cê tem que saber o que aceitar ou não dos “conhecidos” da cidade!

Apanhar um pouco na cara: Ahhh, com certeza! Hey, menina! Cuida com o dinheiro, né? Sempre tendo as reservas emergenciais, um lugar para guardar certinho eles, enfim, todo o esquema + cuidado para não gastar demais! Sei que teus olhos vão brilhar até não caber mais nas órbitas para as lojas e coisas legais que tem pra fazer e comprar! Aproveite bem as coisas, os locais. Afinal, roupa (e essas coisas) você pode comprar daqui, por mais que seja uma diferença grande de preço, a experiência e a memória vai valer bem mais no coração! Não confie 100% nas pessoas, até em aquelas que você diz conhecer.

Conhecer pessoas: Você vai ter a oportunidade de conhecer pessoas de vários lugares do mundo inteiro, ao vivo! Quão legal é isso? Aproveite e pergunte tudo o que tem vontade – ou seja: Vai ter que perder a vergonha e mostrar que é cara de pau e improvisar no inglês quando não souber falar. Mas tudo bem, isso é normalíssimo e os outros estarão tentando fazer a mesma coisa! Ah, não esqueça: É falta de educação falar alguma língua perto de alguém que não entende. Então tente evitar. Caso isso não seja possível, traduza para a pessoa o que você acabou de dizer.

Ter outra imagem do mundo, mudar muitos conceitos e várias coisas da sua personalidade. Espero que tudo seja pra melhoras positivas! Faça coisas malucas mas se lembre que, como você vai estar independente e sozinha, essas coisas não podem ser loucuras insanas, tudo com responsabilidade. Cuidando de si mesma, do seu corpo (se cuida porque o frio também é perigoso), do dinheiro e de seus pertences! Nas cidades ou lugares, ou eventos que você for, compre lembrancinhas! Vale muito muito a pena!! Aproveite, veja a TV por lá para praticar, converse com sua hostfamily, pergunte sem vergonha e diga coisas sobre aqui também! Interaja com os amigos na escola, combine de sair com eles também, aprenda palavras e músicas em outras línguas, ensine também. – Sim, eu tive que sambar! HAHA Mas se joga! VIVA! Mas também sente, pare, e respire o ar diferente, a temperatura diferente, a vegetação diferente, as pessoas, lojas, farmácias, toda essa coisa que é diferente, é muito interessante e legal! Tudo o que é diferente te deixará abismada e perguntar porque não saiu do mundinho antes? Seja pra coisas boas e para coisas ruins. Vai ver que o mundo é bem maior – e menor – do que pensava! 😀 Boa sorte, qualquer coisa eu to aqui, no celular, no e-mail, tudo. E já fica de olho nas casas à venda! Aproveita por mim, ta? Manda um beijo pra minha (futura) “cidadezinha”. haha

30dez 2014

15 DESEJOS para 2015

Postado por às em Cestinha da Camy (Wishlist), Pessoal, Textos

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Oiláaaaaaaaa! 2014 foi um ano cheio de emoções! Blog com tudo novo: Nome, layout, proposta, etc etc! No ano de 2015 muitas coisas irão acontecer também, e por isso tenho alguns desejos nos quais estarei (talvez não todos tooodos) mentalizando às 00:00 do dia 31 😀

  1. Meu último ano de faculdade (então TGI/TCC enfim chegará e, to querendo ser uma daquelas que vai se dedicar ao máximo e tentar a nota máxima sempre 😉 hohoho #please. Então, entenderão se eu estiver sumidinha néaaah?! Mas é só no fim do ano, fiquem tranks!
  2. Tentar conciliar o blog + faculdade + estágio + namorado + casa + eu + família da melhor forma!
  3. Me dedicar ao blog ainda mais! Quero muito que o blog cresça bastante em 2015, pessoas, mas para isso acontecer preciso muito da ajuda de vocês para tornar esse ano especial não só para mim, mas pra vocês também!!
  4. Fazer sorteios e trazer coisas legais para as pessoas que leem o blog.
  5. Fazer mais vídeos no youtube. (Quando eu der um jeito nesse meu note ¬¬)
  6. Visitar e comentar ainda mais em vários blogs! Oh gosh, vai ser um ano difícil!
  7. Treinar meu italiano, nem que seja ouvindo música.
  8. Treinar meu inglês ouvindo música, falando com pessoas, vendo filme sem legenda.
  9. Me estressar menos.
  10. Procurar melhor sempre. Seja treinando Design em casa ou fazer algum curso relacionado.
  11. Procurar – e conseguir – um emprego bom no fim do ano! Seja aqui em Blumenau ou em Balneário Camboriú!
  12. Ter menos medos. É normal envelhecer, Camila. E ver o namorado só nos fins de semana será temporário.
  13. Praticar mais a fotografia e, novamente, quem sabe fazer um curso?
  14. Ter saúde. Tirar um tempo para me exercitar, comer coisas mais saudáveis.
  15. Ter um ótimo fucking ano! <3 Que seja o melhor de nossas vidas – até agora! Ter muita SAÚDE, PAZ, AMOR (<3), INTELIGÊNCIA, MATURIDADE, SUCESSO, ENFIM, TUDO TUDO TUDO! Para mim, para os meus familiares (e nisso entra o namos e a família dele também), e para todos os meus próximos ou não tão próximos que me querem bem! 🙂

Pode ser que meus desejos tenham sido um pouco genéricos. Mas o que mais eu posso esperar pro ano que vem? 2015 tem todas essas questões que puderam perceber nos desejos então o mínimo que posso pedir é para que dê tudo certo. Se tudo der certo, eu já vou ficar feliz e as coisas excepcionais podem vir com o tempo! Não é?

Desejo à você, leitor(a), uma ótima e segura virada de ano, que essas sejam suas melhores férias e o melhor ano (2015) até agora, ok? Mas lembre-se: Nada acontece por acaso, nada de especial vai acontecer esse ano se você SÓ ficar sentado aí no sofá ou na frente do computador – ou nos dois. Saia, respire o ar, mantenha contato com os amigos, aprenda algo novo, se esforce! Que todos os seus sonhos se realizem a partir do ano que vem – e assim vindo outros para substituí-los na lista!

Muito sucesso pra você, bloguinho meu, meu neném, genti! HAHAHAHA Muito sucesso para nós! E que muita (e só) coisa boa acontece pra gente em 2015!

Beeeeeeeeijos e até ano que vem. He.

 

Ps: Ah!!! Deixa aí em baixo nos comentários, 3 desejos que você vai fazer no dia 31!! 😀 

26dez 2014

Não sou a mais bonita, mas tenho meus momentos

Postado por às em Pessoal, Textos

Ô, droga. Me segurei para não ligar o computador. Mas o fiz. E se não fosse por momentos com inspirações assim, o blog não se chamaria Escrito Na Madrugada, certo? Agora são 01:41. O que me fez pular da cama onde estava prestes a dormir? Uma música têm estado na minha cabeça ultimamente, imagino que seja pelo fato de ela se encaixar – até demais com a minha vida. Inclusive a classifiquei nesse post aqui como uma música que define minha vida.

“Eu cresci em torno de muito verde
Coisas legais a minha volta, eu estava segura, eu estava bem
cresci com um monte de sonhos
Planos com o que eu deveria ser”

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Normalmente, quando você acorda e se olha no espelho… 10/10 são: “Cara, como sou linda?” – Ou você evita o espelho logo cedo, entra no instagram e fica depressiva com o que vê? Se você é opção nº2, então você está comigo. É difícil se sentir bonita quando praticamente todos ao seu redor – pra ser mais específica e não ser hipócrita pois há sim pessoas que dizem que sou bonita, inclusive uma pessoinha que faz questão de me lembrar isso todos os dias, dou ênfase que “praticamente todos ao redor” = Sociedade total. Não importa o quão legal e cheia de conteúdo que você seja, não importa o quão simpática ou educada você é, parece que a amiga bonita sempre vai chamar mais atenção. O quanto tempo irá durar essa atenção não sei nem te dizer. Não dá para mentir dizendo que todas as mulheres bonitas consequentemente são burras ou sem sal. Pelo contrário, o mundo pode ser bem sarcástico e faz mulheres que são BONITAS + SIMPÁTICAS + INTELIGENTES + FODONAS + FOFAS + TDB (Tudo De Bom). Cruel, não é?

“Eu, Eu não sou a mais linda que você já viu
Mas eu tenho meus momentos, tenho meus momentos
Não sou impecável, Eu nunca fui
Mas eu tenho meus momentos, tenho meus momentos”

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Vai ver é minha completa falta de vontade de acordar todos os dias algumas horas mais cedo e elaborar uma boa maquiagem que repare essa pretty little fucking face. Não me sinto confortável vestindo 1kg de maquiagem. Claro, tem o basiquíssimo lápis preto nos olhos… Às vezes. Rímel em ocasiões especiais. Seria realmente por isso? Será? Bom, daí não sei o que prefiro pois realmente valorizo minhas horinhas de sono sa-gra-das durante a semana. Para que vou tirar 1 hora de soninho gostoso debaixo das cobertas para acordar, lavar a cara e me cobrir novamente com um monte de reboque. Não, para mim isso não é nem válido. Afinal, a maquiagem no fim do dia te faz parecer o Beetlejuice – ou voltar à ser quem você era assim que juntou coragem e pisou no chão frio, mais cedo àquele dia.

“Posso estar um pouco ‘bêbada’, posso ser do contra
Mas em dias bons, eu sou charmosa pra ca*****”

Pra piorar sempre tem alguém que faz questão de te lembrar do quão feia e gorda você é. Uma vez, no dia do meu aniversário, um amigo meu – de infância, por isso não o mandei embora kkk :’) – me disse que tava gorda e precisava emagrecer. Doeu? Doeu. Passou? Naaaaahh, um pouco. É triste cara, pois parece que não sabem – e acho que não sabem MESMO – quão difícil é emagrecer. Falar assim parece ser a coisa mais fácil do mundo. “É só ter força de vontade”. Aham, quer trocar os seus joelhos com os meus com a cartilagem detonada? Aí cê me conta o quaaaaanto é fácil emagrecer, cara. Vai. Sério, esse ano reduzi minha alimentação, reduzi ela de novo – tava quase passando à salada. E aí? Fui na balança e nunca estive tão pesada na minha vida. Sério cara, desanimador demaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais. To quase tacando o f*da-se pra isso. 🙁 Sempre fui gorda, sempre fui feia, algumas pessoas não gostam de mim por causa disso – blá – e daí? Elas pagam minhas contas? Elas me aguentam todo dia? Nah. E principalmente: Elas não têm as dores que eu tenho.

“Áspero em torno das bordas, memórias e bagagem
Você me conhece
Nunca jogue o cartão de seguro, quando eu vou vou duro
E agora eu sei”

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Como a música diz, “Quando eu vou, vou “duro!” Sou e sempre fui muito intensa. E desde pequena fui “julgada” por ser feinha/gordinha. Sempre fui excluída, a última a ser chamada nas aulas da Educação Física, e as meninas e meninos me olhavam estranho. Já inclusive escrevi um texto que ficou conhecidinho no tumblr uma época, quem sabe um dia eu posto aqui. Hoje em dia, não há ALGUÉM que me olhe estranho, que olhe na minha cara, aponte os dedos e diga o que eu tenho de errado na cara ou com o meu corpo. Hoje, a principal praticante de “bullying” comigo… Sou eu mesma! Cara, não me aguento. Tem dias que me sinto A diva. “Ok, talvez eu não seja a mais bonita do mundo mas eu sou linda… Às vezes. Talvez não hoje… Nem ontem… Quem sabe amanhã?” Vai ver são alguns vestígios do “bullying” – que claro, sou da época que isso não tinha nem nome -, que ainda estão refletindo aqui dentro. Mas é muito difícil, cara. Como que eu vou me sentir bonita num mundo onde a pessoa só é reconhecida por ser bonita/ter um rostinho legal? Onde pessoas boas e legais quase não são lembradas? Onde eu tenho que me matar na academia não para me sentir bem, não para ter uma qualidade de vida boa – Isso já não é mais prioridade – MAS SIM, pra ter boas fotos no instagram ou até mesmo pro blog? Cara, não aguento… Não pertenço aqui. Aqui não é realmente meu lugar. Quem sabe em outra vida o mundo perceba a estrelinha que tenho dentro de mim, e que outras pessoas lindas por dentro também têm?

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“I grew up with a lot of green
Nice things ‘round me
I was safe, I was fine

Grew up with a lot of dreams”

21out 2014

Criatividade ou Maturidade?

Postado por às em Pessoal
Algumas pessoas quando não sabem o que fazer ou como lidar com uma situação… Se fecham. Sinceramente não sei se faço parte desse grupo, só sei que se algo de ruim acontecer eu preciso de gente por perto. Pelo menos quando “algo de ruim” (Não tão ruim assim, draminhas da vida) aconteciam ou acontecem, a primeira coisa que faço é procurar pessoas. Assim, mesmo não estando mais tão próximas de mim no dia-a-dia, ou estando sim. Sabendo se posso contar ou não, se vai me dar um concelho bom ou não, eu conto. Não vejo problemas em me abrir, sempre fui assim – eu acho. Embora realmente nos últimos anos eu esteja um pouco mais fechada do que costumava ser. Talvez seja a faculdade, essa “maturidade” batendo na porta – às vezes bem forte, cara! -, ou até o cansaço. E tipo, às vezes se preocupar com o “ouvinte” – aka amigo(a) – e ouvir o que ele tem pra contar da vida dele também é bom, é ótimo. Inspira, te põe no lugar que talvez a sua vida não é tão ruim assim – ou que você pode seguir tal exemplo e melhorá-la.

Aprendi também – é, simplesmente com a maturidade querendo entrar – que nem toda felicidade se espalha aos 7 cantos, que algumas coisinhas é bom ficar pra si; a mesma coisa vale para reclamações. Nossa língua é muito afiada, e nossos segredos com os outros não são mais tão secretos. 

Isso tem seu ponto negativo também, para falar a verdade. Antigamente conseguia muito melhor colocar em palavras o que eu estava sentindo, parecia tão fácil. Tipo beber água, só que ao inverso… O computador engolia simplesmente as teclas que eu digitava e se deliciava tão facilmente. Aqui mesmo no blogger, tenho um blog criado há muito tempo, não exposto assim. Aqui diz que tinha 82 postagens – e pelo que saiba era tudo texto pessoal. 82, da onde eu tirei tudo isso? Haha Claro que as coisas eram mais intensas e hoje aprendi a lidar bem mais com algumas questões – graças a Deus! Hoje em dia é tão difícil colocar as coisas que sinto numa estante separada por cores. É parte do amadurecimento ou estou ficando sem criatividade? Por favor, responda. 

Esse texto não era pra falar do que acabou falando, acho que isso se deve ao fato de que o outro “tema” que queria conversar e expor não está se colocando em linhas certas de caderno na minha cabeça, está meio confuso e não sei como colocar tais sentimentos em letras e vírgulas, muito menos em um ponto final. Mas possivelmente trabalharei com isso internamente e logo virá aqui. Por que é bom desabafar mesmo que ninguém (ou muita gente) leia.
Será que boa parte da maturidade já conseguiu abrir a porta e começar a entrar?
O quanto isso é bom, o quanto isso é ruim?
Por favor, responda.

UP!