We are strangers with some memories | Escrito na Madrugada
23fev 2015

We are strangers with some memories

Postado por às em Música, Pessoal, Textos

Tão estranho se deparar com alguém que não se têm mais a mesma impressão que tinha ha algum tempo. Principalmente quando a pessoa te conhecia muito muito bem, participava da sua rotina e era super próxima. Tão estranho receber uma resposta nova da pessoa ou ficar sem ela, depois de tanto tempo e de tanta coisas que passaram juntas. Dependendo do tempo e da distância que o relacionamento tomou, você mal se lembra desses momentos, só acaba lembrando ou porque se afastaram ou o sentimento principal do “relacionamento”. Como por exemplo: Pense em alguém distante. Um amigo de infância que nunca mais vira, ou um inimigo. Você lembra sobre o que conversavam exatamente? Lembra todas as características que a pessoa tinha? Mas você se lembra se era divertido, se o incomodava, ou episódios muito marcantes que às vezes chega a duvidar se realmente aconteceu ou se foi imaginação.

Engraçado como a gente consegue esquecer uma pessoa facilmente quando queremos mas muitas vezes nossos próprios cérebros nos pregam peças indignas. Poxa, você fica tanto tempo sem pensar naquela pessoa e do nada em algum momento bem inoportuno lá está ela no local onde não deveria estar. Engraçado também, como isso se aplica à várias coisas e pessoas. Acontecimentos tensos que se passaram, pessoas, lugares, coisas…

Oh, Céus! Todos aqueles segredos que você confidencializou! As partes mais profundas que mostrou. Os medos, os desejos, os anseios, os sonhos!

Como é simples pra pessoa esquecer quem você foi. E isso parece bem mais simples do que nós fazermos esse trabalho. Parece que pra outra pessoa foi como tomar água ou respirar ar. Já para você houve todo um processo de não conversar mais sobre, não passar nos lugares, se distrair. O que foi você para ela? Qualquer uma? E todas as vezes em que você teve que ceder ou as vezes em que planejou surpresas.

De repente em um dia normal você anda na rua pensando nos seus problemas, nos seus deveres e avisa um vulto conhecido. E de repente foi substituído. E de repente nem um oi você recebe, ou ao menos algum sinal de reconhecimento. Nada. E qual é o sentimento que sente, afinal? a) Indiferença, já que você também a esqueceu e até já arranjou outro alguém com quem dividir confidencialidades. b) Ciúmes, aquela pessoa já foi sua melhor amiga ou companheira, ou inimiga, ou qualquer coisa. c) Inveja, você já esqueceu e percebeu que a pessoa esqueceu com mais facilidade ainda, já arranjou até substituto!

E muitas vezes você manda – ou pensa em mandar –  uma mensagem. “Oi” “?” “Oi, tudo bem, quanto tempo né?!” Ou simplesmente um emoji nonsense. Você realmente ta esperando uma resposta ou simplesmente quer que a pessoa lembre de você também? “Só pra ver no que vai dar.”

Bom, não há jeito certo ou errado de se sentir. Tudo depende de como a coisa foi terminando ou foi terminada. Que lado escapou mais fácil? Às vezes nem se quer podemos saber. Como se recuperar disso? a) Ou você esquece de vez e aprende a lidar com os lapsos de memória que vão vir na sua cabeça uma vez por ano e depois com menos frequência b) Você se move e vá atrás da pessoa, pede pra recomeçarem seja lá o que tinham c) Segura o coração e fica se remoendo e sofrendo e sua vida vai parando por causa disso e você vai ficando cada vez mais infeliz por uma pessoa que provavelmente não está nem aí. Nada acontece por acaso. Quem sabe daqui um tempo com a reviravolta que a vida dá novamente não passam de estranhos para conhecidos? Afinal, não é assim que todos começam?

UP!