Camila | Escrito na Madrugada

/ Camila

21out 2014

Criatividade ou Maturidade?

Postado por às em Pessoal
Algumas pessoas quando não sabem o que fazer ou como lidar com uma situação… Se fecham. Sinceramente não sei se faço parte desse grupo, só sei que se algo de ruim acontecer eu preciso de gente por perto. Pelo menos quando “algo de ruim” (Não tão ruim assim, draminhas da vida) aconteciam ou acontecem, a primeira coisa que faço é procurar pessoas. Assim, mesmo não estando mais tão próximas de mim no dia-a-dia, ou estando sim. Sabendo se posso contar ou não, se vai me dar um concelho bom ou não, eu conto. Não vejo problemas em me abrir, sempre fui assim – eu acho. Embora realmente nos últimos anos eu esteja um pouco mais fechada do que costumava ser. Talvez seja a faculdade, essa “maturidade” batendo na porta – às vezes bem forte, cara! -, ou até o cansaço. E tipo, às vezes se preocupar com o “ouvinte” – aka amigo(a) – e ouvir o que ele tem pra contar da vida dele também é bom, é ótimo. Inspira, te põe no lugar que talvez a sua vida não é tão ruim assim – ou que você pode seguir tal exemplo e melhorá-la.

Aprendi também – é, simplesmente com a maturidade querendo entrar – que nem toda felicidade se espalha aos 7 cantos, que algumas coisinhas é bom ficar pra si; a mesma coisa vale para reclamações. Nossa língua é muito afiada, e nossos segredos com os outros não são mais tão secretos. 

Isso tem seu ponto negativo também, para falar a verdade. Antigamente conseguia muito melhor colocar em palavras o que eu estava sentindo, parecia tão fácil. Tipo beber água, só que ao inverso… O computador engolia simplesmente as teclas que eu digitava e se deliciava tão facilmente. Aqui mesmo no blogger, tenho um blog criado há muito tempo, não exposto assim. Aqui diz que tinha 82 postagens – e pelo que saiba era tudo texto pessoal. 82, da onde eu tirei tudo isso? Haha Claro que as coisas eram mais intensas e hoje aprendi a lidar bem mais com algumas questões – graças a Deus! Hoje em dia é tão difícil colocar as coisas que sinto numa estante separada por cores. É parte do amadurecimento ou estou ficando sem criatividade? Por favor, responda. 

Esse texto não era pra falar do que acabou falando, acho que isso se deve ao fato de que o outro “tema” que queria conversar e expor não está se colocando em linhas certas de caderno na minha cabeça, está meio confuso e não sei como colocar tais sentimentos em letras e vírgulas, muito menos em um ponto final. Mas possivelmente trabalharei com isso internamente e logo virá aqui. Por que é bom desabafar mesmo que ninguém (ou muita gente) leia.
Será que boa parte da maturidade já conseguiu abrir a porta e começar a entrar?
O quanto isso é bom, o quanto isso é ruim?
Por favor, responda.

17set 2014

Fez falta, Seu Juíz?

Postado por às

E é, realmente não faz falta. Se fizesse teria puxado assunto há muito mais tempo, viveria stalkeando mesmo que seja como algo amigável. Não faz falta por que já considero algo que nunca tive, então não faz realmente falta. Faria falta se houvesse um vazio dentro do peito, ou noites frias sem ninguém com que conversar. Mas a realidade felizmente é outra: Tenho ótimas pessoas para conversar, pessoas que nunca fizeram mal algum, que me perguntam quase todo dia como eu estou. Tudo o que eu preciso já tenho comigo.

No dia a dia, o “oi” foi se tornando mais incomum até que se tornou zero. É assim que finaliza várias amizades, não é? Mas aquelas que fazem falta não são deixadas ao esquecimento desse jeito.

Se um dia fez falta e eu fui além do meu limite é por que o ser humano tem um pouco de masoquismo, aquela dor da picada, aquela dorzinha do furo no umbigo, aquela dorzinha de coração-quebrado-quase-sarado-que-volta-a-ver-fotos-antigas. Se um dia “fez falta” foi para testar meus limites já ultrapassados, e eu só tinha a confirmação: Tudo realmente em você ficou chato, nojento e… Todas as tentativas do ~divertido~ me deixaram sem risada online e muito menos off-line. Então creia, eu te usei a certo ponto. Desculpa mas é a verdade. Pode ser um gole de insegurança minha mas, eu tive que nos testar. Até hoje é incerto, não consigo ver, o que ficou de mim em você – se é que ficou algo mesmo como você diz. E também não me importo muito.

Algo que é sem graça, chato e até repugnante, faz falta? 
Não me faz falta lhe responder essa pergunta também.

31ago 2014

Me desculpa, Camila.

Postado por às

Como pode uma futura designer – que já executa um pouco da sua profissão – ficar sem imaginação para as próprias coisas, as pessoais, aquelas que necessitam de um autoconhecimento? Pois é, ultimamente parece que tenho descobrido que eu conheço bastante coisa, sei de muita coisa, estudo e gosto de estudar um pouco de tudo, mas me conhecer? Ta difícil. Já passaram por isso algum dia? Me sinto meio sozinha nisso. Como pode uma pessoa morar neste corpo, viver por aqui, conviver com as coisas, respirar, fazer, se interessar mas não realmente se conhecer? É meio estranho de pensar, e mais ainda de sentir. Me sinto quase uma marionete, alguém tem me levado por aí e feito as coisas que tenho feito no automático. Ou quase. Pois sinto que estou no caminho certo, só que ao chegar as ruas mais estreitas, não consigo me decidir qual pegar. Justamente por isso.
É como diz meu pai: “Quando você não sabe onde chegar, todos os caminhos levam à lugar nenhum”. É, pai. Estou nessa novamente.

Vou ser sincera, quase todas às vezes que tive que tomar alguma decisão na minha vida tinha que ser assim, no impulso, de repente. Natural, mas tão espontâneo que me deixa assustada. Seria assim mesmo que as coisas tem que ser?

De início tenho vontade e sei que preciso emagrecer mas acabo não tendo muitas forças para continuar com a disciplina que isso precisa. Até por que todas as dores que sinto no joelho, nas juntas em geral, não ajudam em nada. No fundo no fundo sei que preciso e também que sinto vontade de fazer exercícios. Ao subir um degrau de escada essa vontade já se vai. Vivo cansada. Ééééééééééé uma Zumbi ambulante que fala e escreve pra um blog também.

Não sei se esse bloquei todo de criatividade se dá pelos motivos
a) Fiquei algumas semanas em BC, e quando demoro assim pra voltar pra casa, já começo a ficar estressada e a criatividade indo embora. Não sei o motivo.
b) Coisas estressantes em casa
c) Coisas estressantes da faculdade 
d) Ou nenhuma dessas e eu que levo tudo muito no estresse. Ooooooo espinhas! Oooooooo ataque ao chocolate! 
Tenho que ser mais tranquila, aham. Já fui muito pior, sei também. Vamos melhorando de pouquinho em pouquinho então.

Vai ver – lá no fundo de novo – sinto que ninguém põe realmente “fé” em mim. Nos projetos que eu sempre tive, nas coisas das quais eu sou capaz. Inclusive eu, sempre me subestimei muito. Me desvalorizando e etc. Novamente, sinto que eu estou melhorando nisso,  porém não parece que depende só de mim. Convencer e mostrar aos outros que estão enganados sim, mas conseguir mudar a ideia, a impressão que as pessoas têm de mim, é difícil. Mas não impossível. Insegurança sempre fez parte de mim, infelizmente. Não sei em que ponto da minha vida adquiri esse “mau hábito”, nem sei onde vou realmente exterminá-lo. Aos poucos, aos poucos…

De alguns jeitos eu já sei como funciono, mas muita coisa ainda estou para descobrir. Me pergunto quanto tempo ainda falta pra descobrir, se não será tarde demais, esse é o meu medo. De descobrir tarde demais, de não conseguir realizar meus sonhos e todos os meus desejos.
Muitas mudanças estão por vir, sinto. Acho que logo mais vocês poderão perceber tudo isso por aqui também, e assim que eu me decidir que pessoa eu quero ser, eu conto pra vocês. haha

Não sei se tudo isso, todas essas decisões poderiam ou precisariam de ajuda. Não sei se é uma tarefa de um só. Imagino que sim. To bem perdida, me desculpem. Sim, todos à minha volta. Desculpa corpo. Desculpa todo mundo. Mas principalmente… Me desculpa, Camila, a menina que tem uma flecha tatuada perto do pulso, para lembrá-la de atingir seus objetivos e mesmo que tenha que regredir várias vezes
O melhor está por vir

sem ponto final

UP!