Comportamento | Escrito na Madrugada

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29ago 2017

#30DiasDeEscrita – Day 1: Descreva um lugar

Postado por às em Pessoal, Textos

YEY!!! Vi esse desafio no pinterest, eu ando super empolgada e não resisti: QUERO FAZER! Bora?! Não sei se vai dar pra ser todos os dias, PORÉM… Escrever 30 textos já vai ser muito legal né? Pra mim e para o blog. Espero que vocês gostem.

 

Day 1 – Descreva um lugar

Na parede aproximadamente 10-15 polaroids penduradas por pisca-piscas. Luzes fazem ela feliz, seus olhos brilham.  Nas fotos momentos que a marcaram de forma inexplicável, muitas delas substitutas de lembranças que doem demais para permanecerem no local. Em sua escrivaninha o computador (vulgo “vida”) que batalhou tanto para conquistar, um C bem iluminado e um abajur de unicórnio rosa. A mesa vive bagunçada de cadernos, canetas para escrever e desenhar, chá e remédios. A cima, uma TV quase inutilizada.

Na estante branca em forma de cristaleira à esquerda, alguns livros ganhos, livros lidos, livros pra ler, bichinhos de pelúcia, Pop Funkos e fotos. Do lado direito sua primeira estante, vermelha como ela, amorosa e acalentadora como ela. Cheia de livros, cadernos, manuais e lembranças. Dois filtros do sonho que ganhou de duas amigas especiais anos atrás. Ela sente saudade.

Continuando o sentido horário sua porta preta tem história, assim como a parede cheia de recortes de revista, fotos antigas, letras de música, desenhos e todas as formas que ela pudesse se expressar ali. Como uma tatuagem. Seu armário com roupas que coleciona e outras que não consegue se desfazer. Seu espelho de meio corpo que não enxerga o certo, suas bagunças de penteadeira – maquiagem, perfume, remédios… Sua cama, geralmente decorada com muitos cobertores (sente tanto frio!) vermelhos. A parede em cima da mesma muito bem pensada e feita com muito amor. Molduras com ou sem artes, espelhos. Tudo que representa uma entrada, uma saída, a exposição da verdade.

A prateleira em forma de “jogo da velha” com seus CDs mais antigos, livros didáticos de Design e criatividade, mais algumas fotos. Sua mesa de cabeceira branca, um abajur que detesta e alguns itens essenciais e claro… Remédios. Suas cortinas vermelhas cheias de personalidade.

Ao cheiro das velas cítricas, ao som de “Ice Dance – Danny Elfman” (trilha sonora de um dos seus filmes preferido), na cadeira desconfortável, envolta do seu mundo, da sua forma de expressar, dos seus remédios, de todas as coisas diferentes que possui (não tem nada normal aqui) e de sua cabecinha cheia de ideias.

Yep.

Meu mundo.

Músicas: “Ice Dance – Danny Elfman” (Eu sei que pode ser errado mas gostaria de ser enterrada ao som dessa música D: )

“Intro – The XX”

08maio 2016

Aleatorious Amorosous

Postado por às em Pessoal, Textos

Sempre fui aquela menina romântica, que quer fazer as pessoas rirem, que quer manter as relações em bom humor e resolver tudo com a verdade e sem muitas brigas.  Eu posso dizer que sempre me dediquei muito. Se eu estou com alguém, sou inteiramente daquele alguém. Tenho meu jeito de dizer o que gosto e não gosto, tenho meus defeitos, obviamente. Alguns eu nem me toco que os tenho, mas não tenho problema que me digam gentilmente como melhorar. Não acredito mais em príncipe encantado, relacionamentos perfeitos ou caras que não fazem coisas de… caras. Perdi minha inocência há tempos. Perdi minha confiança há tempos. E tenho medo de ter perdido a capacidade de dizer “Eu te amo” também.

 

Quando se trata de relacionamento, me jogo de cabeça. E sei que muitas vezes posso ser trouxa. Mas no fim, amar depende muito da “trouxisse” mesmo. É ter paciência. É ouvir e deixar de ouvir muita coisa. É esperar. É fazer e dizer coisas por impulso. É ser bob@. É fingir que não tem mais nada de importante no mundo do que o assunto de interesse da outra pessoa – porque você realmente deixa tudo de lado para ouvir e não se importa nem um pouco! É necessário muita coisa. É conversa. Muita conversa. É sinceridade e honestidade.

Já não aposto todas as minhas fixas no “pra sempre” e estou de olho nesse negócio de 100% fiel. Talvez ainda não tenha vivido o suficiente pra acreditar na bondade das pessoas. Afinal, sei que eu não faria isso, porque outras pessoas não teriam a mesma capacidade que a minha?

Não sei.

Quando se  trata de confiança, tenho os dois pés atrás.

Espero um dia poder depositar minha confiança 100% em alguém que valha realmente a pena. (Porque sim, às vezes acabo chegando nos 70% com algumas pessoas) Que os amigos sejam verídicos. E que eu não me arrependa disso. Só pra eu morder a língua. Essa é a primeira vez que quero estar errada.

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19abr 2016

Prazo de validade

Postado por às em Pessoal, Textos

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Quando algo assim acontece, é permitido pensar na possibilidade de nunca ter acontecido e desejar o mesmo? Mas aí você se lembra de todas as coisas boas que isso trouxe pra você, e como diferente você está depois dessa experiência. Provavelmente melhor. Mais forte.

Eu lembro. Se me esforçar um pouquinho. Guardei na gavetinha da cabeça. No fundo do fundo do fundo.

A temperatura estava agradável. De dia camisas e de noite aquele casaco branco que impedia que a brisa do mar nos atingisse. Aquele papel A4 desenhado, sendo desdobrado pra facilitar a despedida. Um mês antes, a praia. As primeiras mãos dadas, aquele contato imediato com a pele desconhecida. As primeiras tentativas. O sorriso tolo, obviamente. A água batendo nas pedras, o vento aliviando o calor e o sol refletindo os olhos que já emitiam brilhos próprios.

A gente era tão novo, né? haha

Te convidei pra entrar na minha vida, te expliquei que valia a pena tentar (valeu?). Era isso ou te teria todos os dias comigo, mas como um estranho e não mais o amigo. Algo me dizia que eu precisava falar, que precisava mostrar e ensinar. Não sei porquê tentei tanto. Os gráficos desenhados com dedos atrás do simples beliche. As luzes da cidade grande. O barulho, de fundo, do mar. 

Talvez não devesse ser tão guerreira assim.

E se eu nunca te dissesse o que era felicidade?

Mesmo magoada, maltratada, desacreditada, eu pedi três vezes

“Fica.”

 

E o prazo de validade venceu.

 

17out 2015

Dor em arte

Postado por às em Pessoal, Textos

arte

Me disseram que a melhor maneira de tirar proveito da dor era tornar ela em arte. E o meu jeitinho de fazer isso é escrever. Pode ser que algumas coisas saiam tão confusas quanto os pensamentos na minha cabeça, mas pelo menos estou externando tudo o que estou sentindo. Pode ser que, alguém queira se jogar da janela depois de lê-los mas eu garanto que tudo tem um final feliz, inclusive essa minha fase textos que podem estar vindo por aí. Não vamos colocar metas, não vamos colocar nem temas. É uma sensação além do alívio, incentivo à você, leitor(a), a fazer o mesmo. Ajuda o coração, o cérebro e acalma a alma. Parece terapia. Afinal, estou lidando com tudo bem melhor do que achei que estaria. Acho que é a maturidade ajudando. Finalmente?!

Por que essa é a melhor hora para extrair a arte? Do mesmo jeito que os momentos tristes acabam, muitas vezes, nos marcando mais do que os felizes – o que não deveria acontecer, mas acontece. É tudo mais intenso. Não é algo esperado. A felicidade se constrói aos poucos, são etapas até o ápice – há aqueles que, como eu, costumam soltar “lágrimas de felicidade” ao redor do rosto, sem vergonha mesmo. Já a dor, mais comum do que a felicidade, vem de surpresa. Te pega como um tiro, uma paulada, uma facada (qual é a coisa mais dolorosa possível?). 

Tudo é relativo, mas você tem que concordar comigo que é mais ou menos assim que sentimos.

Ninguém ta preparado para as surras que vida te dá. Ah… Não estamos mesmo. Quem sabe seja por isso mesmo que dói tanto. Quando você já sabe o que está por vir, não tem medo do inesperado – aliás, o inesperado é até bom, é a última esperança (aquela que você nem conta para si mesmo que tem).

Eu sei que é duro, mas é possível: Ao invés de chorar e querer ficar debaixo das cobertas de olhos fechados em sono profundo para sempre, que tal chorar em frente àquilo que te sobra e te soma: a arte? 🙂 Tá permitido chorar enquanto se expressa, até onde eu sei, ainda não inventaram lei que proíbe isso, não.

Todo artista sabe de onde vem sua inspiração. Minha instrução se abre para aqueles que, como muitas vezes eu me senti – e sei que nem cheguei aos 10% da dor da minha vida -, seguram a dor entalada na garganta ou no peito: Joga para fora! E que forma mais simples de contribuir com o mundo se não a arte? Para você pode ser o desenho, a música, a tela, a dança… A minha “arte” (humilde, vai) é a escrita. É aqui que eu transfiro minha dor e alivio meu peito e tranquilizo o meu coração. (Sim, o órgão que bombeia sangue).

 

UP!