Metáfora | Escrito na Madrugada

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24set 2015

Fantasma

Postado por às em Pessoal, Textos

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Não sei o quão natural isso pode ser. Deixar suas questões e necessidades de lado, por de outra pessoa. Não estou falando sobre se cuidar ou morrer por outra pessoa. Mas sim, sacrifícios. Você abre mão da sua felicidade, para ver a outra feliz. Mesmo sabendo que talvez, se fosse ao contrário, não aconteceria.

O estresse, a vida no cotidiano, os defeitos que não foram ditos, os erros que não foram perdoados; Dizem que você vê sua vida passar num piscar de olhos, não é? E tudo fica confuso, obscuro. E então você se fecha.

E o medo de morrer por dentro?

Você que está morrendo

e eu que estou virando fantasma.

Sinceramente, me sinto um fantasma. Andando por aí, observando você, sentindo sua falta. Mas sem poder interagir, tocar, cheirar você. Dos olhos, lágrimas não saem mais. Uma dor psicológica no peito, me atinge. Onipresente. Me torno um espírito nervoso quando a raiva me bate na cara, e minha vontade de desaparecer – pra sempre -, é grande.

Os sintomas estão destrutivos.

Como eu queria que você me enxergasse novamente! Que não fosse algo invisível, desprezível, inatingível e que desse medo. Quero ser presente, quero fazer todas as coisas boas que sempre fiz e ser cada vez ainda melhor. Não quero me tornar um espírito vingativo com um buraco negro no peito ao invés do coração.

A saudade vem e eu tenho que me lembrar porquê estou fazendo isso. Que estou fazendo por um motivo maior. Para que tudo volte e ainda se fortifique. Se, ao perceber que você é mais feliz sem esta fantasma, desaparecerei para sempre. Mesmo não sendo o que eu quero. Em nenhum momento estou fazendo o que quero. Tô fazendo por amor.

Show me how to fight for now

And I’ll tell you, baby, it was easy

Comin’ back into you once I figured it out

You were right here all along

Tenho fé que seja uma fase de amor cego. De estresse venenoso. De cabeça cheia, armadilha do diabo. Que eu possa voltar a aparecer, a permanecer, a fazer diferença. Quero que você lembre. Que você se importe. Que você sinta. O resto a gente dá um jeito. Enquanto isso, ficarei por aqui. Um pouco de longe, como você pediu. Mas aqui. Até que algo aconteça com minha alma.

O meu medo são as cicatrizes que talvez me perfurem fundo e não fechem novamente. Meu medo é de não conseguir aceitar depois, finalmente. E de nada voltar ao normal. Como eu queria que isso não acontecesse… Que nada precisasse “voltar ao normal”. Mas muitas vezes coisas desse tipo ocorrem para nos fortalecer. É para isto que eu tenho rezado. Para que no final eu esteja ainda mais forte e feliz… Seja qual for o spoiler da história. Rezo para que seja positiva ao que eu quero, com certeza. Mas… Se não… Quero que seja feliz. Que coisas boas aconteçam. “Quem ama, volta.” “Quem ama, liberta”. Espero que nós possamos nos encaixar nas duas frases.

E se isso tudo tiver um continuação feliz… A gente cola um band-aid. 🙂

UP!