Relacionamento | Escrito na Madrugada

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08maio 2016

Aleatorious Amorosous

Postado por às em Pessoal, Textos

Sempre fui aquela menina romântica, que quer fazer as pessoas rirem, que quer manter as relações em bom humor e resolver tudo com a verdade e sem muitas brigas.  Eu posso dizer que sempre me dediquei muito. Se eu estou com alguém, sou inteiramente daquele alguém. Tenho meu jeito de dizer o que gosto e não gosto, tenho meus defeitos, obviamente. Alguns eu nem me toco que os tenho, mas não tenho problema que me digam gentilmente como melhorar. Não acredito mais em príncipe encantado, relacionamentos perfeitos ou caras que não fazem coisas de… caras. Perdi minha inocência há tempos. Perdi minha confiança há tempos. E tenho medo de ter perdido a capacidade de dizer “Eu te amo” também.

 

Quando se trata de relacionamento, me jogo de cabeça. E sei que muitas vezes posso ser trouxa. Mas no fim, amar depende muito da “trouxisse” mesmo. É ter paciência. É ouvir e deixar de ouvir muita coisa. É esperar. É fazer e dizer coisas por impulso. É ser bob@. É fingir que não tem mais nada de importante no mundo do que o assunto de interesse da outra pessoa – porque você realmente deixa tudo de lado para ouvir e não se importa nem um pouco! É necessário muita coisa. É conversa. Muita conversa. É sinceridade e honestidade.

Já não aposto todas as minhas fixas no “pra sempre” e estou de olho nesse negócio de 100% fiel. Talvez ainda não tenha vivido o suficiente pra acreditar na bondade das pessoas. Afinal, sei que eu não faria isso, porque outras pessoas não teriam a mesma capacidade que a minha?

Não sei.

Quando se  trata de confiança, tenho os dois pés atrás.

Espero um dia poder depositar minha confiança 100% em alguém que valha realmente a pena. (Porque sim, às vezes acabo chegando nos 70% com algumas pessoas) Que os amigos sejam verídicos. E que eu não me arrependa disso. Só pra eu morder a língua. Essa é a primeira vez que quero estar errada.

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19abr 2016

Prazo de validade

Postado por às em Pessoal, Textos

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Quando algo assim acontece, é permitido pensar na possibilidade de nunca ter acontecido e desejar o mesmo? Mas aí você se lembra de todas as coisas boas que isso trouxe pra você, e como diferente você está depois dessa experiência. Provavelmente melhor. Mais forte.

Eu lembro. Se me esforçar um pouquinho. Guardei na gavetinha da cabeça. No fundo do fundo do fundo.

A temperatura estava agradável. De dia camisas e de noite aquele casaco branco que impedia que a brisa do mar nos atingisse. Aquele papel A4 desenhado, sendo desdobrado pra facilitar a despedida. Um mês antes, a praia. As primeiras mãos dadas, aquele contato imediato com a pele desconhecida. As primeiras tentativas. O sorriso tolo, obviamente. A água batendo nas pedras, o vento aliviando o calor e o sol refletindo os olhos que já emitiam brilhos próprios.

A gente era tão novo, né? haha

Te convidei pra entrar na minha vida, te expliquei que valia a pena tentar (valeu?). Era isso ou te teria todos os dias comigo, mas como um estranho e não mais o amigo. Algo me dizia que eu precisava falar, que precisava mostrar e ensinar. Não sei porquê tentei tanto. Os gráficos desenhados com dedos atrás do simples beliche. As luzes da cidade grande. O barulho, de fundo, do mar. 

Talvez não devesse ser tão guerreira assim.

E se eu nunca te dissesse o que era felicidade?

Mesmo magoada, maltratada, desacreditada, eu pedi três vezes

“Fica.”

 

E o prazo de validade venceu.

 

20dez 2015

Velório

Postado por às em Pessoal, Textos

Hey,

ultimamente percebi que não sou nem um pouco boa com despedidas. Se tem um jeito de ser e se isso for extremamente necessário, me ensine. Mas sinto que preciso externar essa minha despedida pessoal em palavras. Não bastaria todos os “tchaus”, os olhares pesados, os beijos calados e o aperto forte. Nas despedidas encontramos últimas oportunidades e trocas, nelas também há espaço para as “primeiras vezes”. Primeiras lágrimas, primeiros assuntos tocados juntos (do que não virá, do que poderia ser), primeiros sonhos indo embora. Tudo se torna mais forte. Parece que a fricção das digitais no soltar das mãos, se torna tão intenso quanto as palavras ditas.

Eu sei, não precisa ser um “Adeus, para sempre!”. Mas eu sinto que tenho que enterrar isso em algum lugar. É um ritual particular, que eu estava enrolando para fazer. E assim, com certeza, tudo o que se passou não será completamente esquecido ou jogado fora. Existe uma lápide dentro de mim, escondida mas que seu epitáfio diz muita coisa importante que aprendi neste período e que guardarei com muito carinho. É também um barquinho de papel, que preenchi com toda a carga emocional e estou libertando mar adentro. Observando de longe onde irá chegar, se não perdê-lo de vista.

Quando os principais motivos são desconhecidos, a gente se perde e pensa em todas as possibilidades possíveis e impossíveis. Esquecemos que a maioria das coisas que vemos não têm um porquê, e por qual motivo nesta ocasião seria diferente? Por isso não te cobro mais, nem te culpo. Vi nos seus olhos que você queria a mesma coisa que eu, pelo menos no princípio. E você foi honesto comigo e consigo mesmo – o que eu valorizo 100% e digo: No final, não erramos em nada. A nossa parte a gente fez – e muito bem! Foram anos de muito aprendizado, parceria e (por que não?) amor.

say something i’m giving up on you

 

Lembrar de como foi bom não me faz bem. Só me faz sentir… Pena. Me desculpa, mas é só o que eu consigo sentir em relação a isso, por enquanto. Pois no fundo eu sei (e talvez você concorde) que poderíamos ser algo grande, forte, permanente, que iria longe. Por isso não posso me agarrar à essa ideia e não tenho nada de ruim para me segurar. Nem o meu medo de altura me afastou da corda bamba. O jeito é deixar os braços livres e tentar andar no máximo equilíbrio possível, concentrada em me distrair em relação à altura.

Se um dia eu fiz algo que te magoou, peço que aceite minhas mais sinceras desculpas. Posso ter errado, claro – todo mundo erra!, mas juro que tentei muito me esforçar pra ser a melhor companhia sempre. E, obviamente sempre vim tentando melhorar, e vou continuar fazendo. Imagino que o sentimento de orgulho, bem-querer e respeito é mútuo e entendível. Do mesmo jeito que a gente se entendia com poucas palavras (ok, às vezes eram várias! haha), sabes que só espero coisas boas para você. Você tem meu número.

O porquê e o que virá, são perguntas que não podemos responder – no momento. E nem podemos apostar nossas fichas, haha. É tão imprevisível. Do mesmo jeito que começou, que terminou. Quem sabe o que virá? Talvez estejamos perdendo a melhor coisa que nos aconteceu (e todo aquele papo que repassamos mil vezes  – nunca será “tarde demais” para tentar!), ou talvez isso só nos fortifique, a gente NÃO SABE! E o que podemos fazer? Reagir ao que temos, não é mesmo? Mas como já disse várias vezes: “Nós, pelo visto, não tivemos escolha. A nossa parte, fizemos.” Agora é aceitar… Seguir  e deixar fluir em frente.

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Se estou bem? To. Estou super bem. Se estou onde gostaria de estar? Nem tanto.

23fev 2015

We are strangers with some memories

Postado por às em Música, Pessoal, Textos

Tão estranho se deparar com alguém que não se têm mais a mesma impressão que tinha ha algum tempo. Principalmente quando a pessoa te conhecia muito muito bem, participava da sua rotina e era super próxima. Tão estranho receber uma resposta nova da pessoa ou ficar sem ela, depois de tanto tempo e de tanta coisas que passaram juntas. Dependendo do tempo e da distância que o relacionamento tomou, você mal se lembra desses momentos, só acaba lembrando ou porque se afastaram ou o sentimento principal do “relacionamento”. Como por exemplo: Pense em alguém distante. Um amigo de infância que nunca mais vira, ou um inimigo. Você lembra sobre o que conversavam exatamente? Lembra todas as características que a pessoa tinha? Mas você se lembra se era divertido, se o incomodava, ou episódios muito marcantes que às vezes chega a duvidar se realmente aconteceu ou se foi imaginação.

Engraçado como a gente consegue esquecer uma pessoa facilmente quando queremos mas muitas vezes nossos próprios cérebros nos pregam peças indignas. Poxa, você fica tanto tempo sem pensar naquela pessoa e do nada em algum momento bem inoportuno lá está ela no local onde não deveria estar. Engraçado também, como isso se aplica à várias coisas e pessoas. Acontecimentos tensos que se passaram, pessoas, lugares, coisas…

Oh, Céus! Todos aqueles segredos que você confidencializou! As partes mais profundas que mostrou. Os medos, os desejos, os anseios, os sonhos!

Como é simples pra pessoa esquecer quem você foi. E isso parece bem mais simples do que nós fazermos esse trabalho. Parece que pra outra pessoa foi como tomar água ou respirar ar. Já para você houve todo um processo de não conversar mais sobre, não passar nos lugares, se distrair. O que foi você para ela? Qualquer uma? E todas as vezes em que você teve que ceder ou as vezes em que planejou surpresas.

De repente em um dia normal você anda na rua pensando nos seus problemas, nos seus deveres e avisa um vulto conhecido. E de repente foi substituído. E de repente nem um oi você recebe, ou ao menos algum sinal de reconhecimento. Nada. E qual é o sentimento que sente, afinal? a) Indiferença, já que você também a esqueceu e até já arranjou outro alguém com quem dividir confidencialidades. b) Ciúmes, aquela pessoa já foi sua melhor amiga ou companheira, ou inimiga, ou qualquer coisa. c) Inveja, você já esqueceu e percebeu que a pessoa esqueceu com mais facilidade ainda, já arranjou até substituto!

E muitas vezes você manda – ou pensa em mandar –  uma mensagem. “Oi” “?” “Oi, tudo bem, quanto tempo né?!” Ou simplesmente um emoji nonsense. Você realmente ta esperando uma resposta ou simplesmente quer que a pessoa lembre de você também? “Só pra ver no que vai dar.”

Bom, não há jeito certo ou errado de se sentir. Tudo depende de como a coisa foi terminando ou foi terminada. Que lado escapou mais fácil? Às vezes nem se quer podemos saber. Como se recuperar disso? a) Ou você esquece de vez e aprende a lidar com os lapsos de memória que vão vir na sua cabeça uma vez por ano e depois com menos frequência b) Você se move e vá atrás da pessoa, pede pra recomeçarem seja lá o que tinham c) Segura o coração e fica se remoendo e sofrendo e sua vida vai parando por causa disso e você vai ficando cada vez mais infeliz por uma pessoa que provavelmente não está nem aí. Nada acontece por acaso. Quem sabe daqui um tempo com a reviravolta que a vida dá novamente não passam de estranhos para conhecidos? Afinal, não é assim que todos começam?

UP!