Romance | Escrito na Madrugada

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25set 2015

VídeoPost: Para todos os garotos que já amei | Resenha

Postado por às em Vídeopost, Vídeos

Heeeeeeeeeeeeeeeeey!!! Contei pra vocês que eu ia participar da Maratona Literária de Inverno, certo? 🙂 Vocês também viram a minha conclusão dela, eu espero ein?! E lá no post, falei que ia ler “To all the boys I’ve loved before” da Jenny Han. Então hooooooje, lhes trago a minha opinião sobre o mesmo!! Bora conferir? 😉

24set 2015

Fantasma

Postado por às em Pessoal, Textos

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Não sei o quão natural isso pode ser. Deixar suas questões e necessidades de lado, por de outra pessoa. Não estou falando sobre se cuidar ou morrer por outra pessoa. Mas sim, sacrifícios. Você abre mão da sua felicidade, para ver a outra feliz. Mesmo sabendo que talvez, se fosse ao contrário, não aconteceria.

O estresse, a vida no cotidiano, os defeitos que não foram ditos, os erros que não foram perdoados; Dizem que você vê sua vida passar num piscar de olhos, não é? E tudo fica confuso, obscuro. E então você se fecha.

E o medo de morrer por dentro?

Você que está morrendo

e eu que estou virando fantasma.

Sinceramente, me sinto um fantasma. Andando por aí, observando você, sentindo sua falta. Mas sem poder interagir, tocar, cheirar você. Dos olhos, lágrimas não saem mais. Uma dor psicológica no peito, me atinge. Onipresente. Me torno um espírito nervoso quando a raiva me bate na cara, e minha vontade de desaparecer – pra sempre -, é grande.

Os sintomas estão destrutivos.

Como eu queria que você me enxergasse novamente! Que não fosse algo invisível, desprezível, inatingível e que desse medo. Quero ser presente, quero fazer todas as coisas boas que sempre fiz e ser cada vez ainda melhor. Não quero me tornar um espírito vingativo com um buraco negro no peito ao invés do coração.

A saudade vem e eu tenho que me lembrar porquê estou fazendo isso. Que estou fazendo por um motivo maior. Para que tudo volte e ainda se fortifique. Se, ao perceber que você é mais feliz sem esta fantasma, desaparecerei para sempre. Mesmo não sendo o que eu quero. Em nenhum momento estou fazendo o que quero. Tô fazendo por amor.

Show me how to fight for now

And I’ll tell you, baby, it was easy

Comin’ back into you once I figured it out

You were right here all along

Tenho fé que seja uma fase de amor cego. De estresse venenoso. De cabeça cheia, armadilha do diabo. Que eu possa voltar a aparecer, a permanecer, a fazer diferença. Quero que você lembre. Que você se importe. Que você sinta. O resto a gente dá um jeito. Enquanto isso, ficarei por aqui. Um pouco de longe, como você pediu. Mas aqui. Até que algo aconteça com minha alma.

O meu medo são as cicatrizes que talvez me perfurem fundo e não fechem novamente. Meu medo é de não conseguir aceitar depois, finalmente. E de nada voltar ao normal. Como eu queria que isso não acontecesse… Que nada precisasse “voltar ao normal”. Mas muitas vezes coisas desse tipo ocorrem para nos fortalecer. É para isto que eu tenho rezado. Para que no final eu esteja ainda mais forte e feliz… Seja qual for o spoiler da história. Rezo para que seja positiva ao que eu quero, com certeza. Mas… Se não… Quero que seja feliz. Que coisas boas aconteçam. “Quem ama, volta.” “Quem ama, liberta”. Espero que nós possamos nos encaixar nas duas frases.

E se isso tudo tiver um continuação feliz… A gente cola um band-aid. 🙂

29ago 2015

É o fim?

Postado por às em Pessoal, Playlist, Textos

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I want you to love me, I need you to need me. 

E eu estava muito enganada quando achei que ouvir doesse mais do que falar.

Minha intenção nunca foi te magoar, e eu o fiz. Na verdade juramos – não oficialmente – fazermos um ao outro, feliz. Não precisamos nem ter dito isso em voz alta, mas nossos olhos sorridentes já falavam pela gente. E eu quebrei essa promessa da forma mais confusa possível, sem saber ao certo se a quebrei realmente. Quem sabe isso seja um tônico fortalecedor?

Talvez eu realmente devesse lavar minha boca com sabão, e essa foi a sensação que eu tive menos de 5 minutos depois que as palavras saíram da minha boca. Não porque menti. Sabes que eu não minto.  Mas porque elas me rasgaram de fora para dentro. Ouvir de mim mesma algo que eu sei que doeu muito ter ouvido me deixou completamente assustada. Se tornou um péssimo filme de terror ao ver sua face em dor.

Tenho medo de falar sem sarar e acabar tendo que pedir pra você voltar. Sou completamente agradecida por você não ter desistido de mim, como eu havia pedido. Tenho certeza que você sabe o bem que fez, mesmo com medo de ser definitivo, mesmo cortado em pedacinhos por dentro. Só você me conhece assim, para saber melhor que eu tudo o que tem passado aqui dentro.

Como eu mesma disse, não sei o que está acontecendo mas com certeza não me vejo ao lado de ninguém. You’re the one that I want.  Na verdade estou cada vez mais querendo retornar ao casulo – coisa que eu nunca pensei em fazer antes. Estou me desligando de emoções e você foi a primeira a abalar, a minha mais forte. Minha força rainha, força X.

Por favor, fique. Funny you’re the broken one but I’m the only one who needed saving. Não desiste de mim. A Camila prometeu não desistir de mim, e ela vai procurar por mim, mesmo que nem eu mesma saiba onde estou, o que quero e quem sou. Mas ela quer voltar a me ver rir, fazer piada e gostar das suas piadas também. Estou pequena e encolhida em algum canto úmido e escuro. I’m only human.  E eu prometo voltar, porque realmente quero me reencontrar. E eu preciso muito de você agora, essa que é a verdade, não é? Que burra tenho sido, tentando te afastar. Te querendo aqui do lado, mas lá em outro Estado também. Eu… Me perdi.

Stand by me, me segure em seus braços e me ajude na recuperação de mim mesma. Prometo tentar ao máximo fazer essa jornada do herói, a mais fácil. Pois quero e preciso me reencontrar.

Que essa etapa passe logo pra gente poder aumentar o level, passar de nível.

Desculpe o transtorno, 

abraços,

CT.

 

 

Ps: Se um dia tiver algum assunto legal, algum concelho para pedir e quer que eu responda aqui no blog (pode ser em anônimo!), mande um e-mail para: contato@escritonamadrugada.com; Com o assunto #AjudaCamy. Ou qualquer outra coisa que não pareça vírus kkk  Beijos!
09jul 2015

Surpreenda

Postado por às em Pessoal, Textos

surpreenda

Eu aprendi uma coisa com relacionamentos (amorosos ou não) e eu tenho que perder a minha vergonha e passar essa mensagem adiante. Se não, do que adianta um blog? Inclusive o mesmo era pretendido a tais assuntos.

Pode parecer clichê, mas o amor é mesmo como uma flor. É lindo, mas não 100% do tempo; Deve ser regado, cuidado e cultivado para que dure muito e mantenha-se assim. E para isso, além de respeito, amizade, parceria, e o sentimento que ninguém consegue explicar mas definem como “amor”, é muito importante surpreender quem a gente ama!

E por surpresas, não estou dizendo: “Um baita diamante!” “Um carro novo!” “Ah, mulher só gosta de buquê de flores grandes. Dê mil rosas e ela vai amar!” “Homem só gosta de futebol, compra uma camisa oficial – ou qualquer coisa – do time dele, que ele vai amar!”.

Me refiro à surpresas pequenas, que fazem mais diferença do que você acha. Um abraço inesperado, um beijo roubado ou dado em um lugar inesperado, uma mensagem “Saudades!”, uma comida que a pessoa goste, uma ligação não marcada, um romance por link de música fofa, qualquer coisa simples mas que transmitem uma mensagem invisível: “Pensei em você.” Por que não? Não precisa ser algo caro. Quem sabe um bilhete com coisas que você gosta na pessoa mas nunca disse e nem sabe porquê. Quer simplificar ainda mais a mensagem? Que tal um “Eu te apoio.” “Eu estou contigo.” E para isso basta só um olhar. Cara, só um olhar! Quantos dinheiros você precisa para isso? E por que não fazer aquela ligação de domingo curtinha, ou o recado ‘formal’ no facebook, uma conversa cara-a-cara que comece com um sincero “Tudo bem com você?”, o qual se desenvolva para um conhecimento mais profundo do que a pessoa é. E o qual te deixe evoluir também. Divida sua música favorita, toque com ternura, abrace com força, sorria com sinceridade e pergunte com interesse. 

Quer melhorar ainda mais o dia das pessoas ao seu redor? Comece com “Bom dia!” 🙂 Te juro que não só a vida das pessoas pelas quais você sorrir e dizer isso vai melhorar, mas a sua vai se iluminar, as cores vão se abrir e as oportunidades também.

Torne as ideias caras em coisas simples, feitas por você. Como falei um pouquinho no post de dia dos namorados. A pessoa não vai pegar o presente e pensar: “Nossa, eu vi esse presente na vitrine esses dias, até que gostei”. Vai ser algo tipo: “Nossa! Muito emocionante e vou poder guardar comigo pro resto da vida e sempre, sempre lembrar!”. E não se esqueça, surpreenda não só nas datas comemorativas. Vale a pena dizer às pessoas o que você sente por elas, todo o tempo. E não apenas com palavras formuladas por alguém que decidiu inventar um alfabeto. Há uma coisa bem mais poderosa do que as palavras: Gestos. E o mais simples deles pode se tornar o mais inesquecível de todos. Não precisa ter valor $$, mas sim valor <3 <3 . Bem mais interessante e mais marcante do que qualquer diamante. Não perca tempo com nada na vida que não valha a pena, e surpreenda. As pessoas ao seu redor ou à si mesmo.

18jan 2015

Como poderia ter dado certo de primeira

Postado por às em Fictício, Textos

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Conto praia verão

A areia dourada da praia brilhava nos olhos dela como barras de ouro, o sol estava no talo e o suor só não escorria pois era substituído por água salgada. Ela gostava de ir até certo ponto na água, onde ainda alcançava os pés na areia; Ficar além disso era perigoso e adrenalina de  saber que a possibilidade de haver caravelas era grande, já bastava. Gostava de deixar os pés levitar na linha do horizonte que a água formava, jogava  seu corpo e por último a cabeça para trás deixando seu cabelo comprido pegar um pouco da água salinizada. Mas sempre ficava de olho para não boiar até muito longe da praia. Avistava de lá, um guarda-sol tamanho família com listras azuis e vermelhas. Sentia os raios solares atingirem sua pele fortemente, percebendo assim que o meio-dia se aproximava. Voltou à sua cadeira debaixo do guarda-sol com sua mãe, pai e irmã. Recostou-se com seus fones de ouvido plugados, uma música doce com batidas fortes e o livro de aventura. Não gostava muito de ir à praia mas fazia um agrado à sua família. Também não gostava muito de mostrar seu corpo apenas de biquíni e era muito branca pra sair pegando sol do meio dia, então permaneceu quieta e tranquila debaixo do guarda-sol, aproveitando a brisa e a leitura.

De repente algo a atingiu nas costas, fazendo-a se levantar no pulo em direção de onde a bola fortemente havia vindo. Ao tirar os óculos escuros avistou um rapaz moreno com – aparentemente – a mesma idade que a sua, lá pelos 17/18 anos. Vinha em sua direção com cara de quem sabia que ia levar uma bronca, provavelmente seu rosto demonstrava que ela estava prestes a lhe metralhar um sermão. Mas ela mal conseguiu balbuciar algo ao vê-lo aproximar-se. Só conseguia olhar nos olhos dele: Amendoados como os melhores chocolates, as melhores avelãs. Que mulher não gosta de chocolate? O tom da sua pele não fugia muito do padrão dos olhos. O cabelo castanho escuro bem curtinho, quase careca, barba por fazer e de cara ela percebeu que podia ser daqueles engraçados.

– Desculpa, desculpa, desculpa!!

– Ahn… Ah, tudo bem. Não foi nada. – Tentou chutar a bola para mais perto dele porém… Não conseguiu, seus pés passaram perto da bola mas nem causaram um ventinho perto. Ficou encanada com o mico que podia ter pagado mas ou ele não viu o que aconteceu, ou fingiu que nada aconteceu. Melhor ainda! Sem saber o que dizer e como reagir, deu um leve sorriso e voltou a se sentar na cadeira de praia. Tentou voltar a leitura mas tudo o que conseguia era relembrar aqueles olhos amendoados. Era estranho pensar em devorá-los? E aqueles lábios carnudinhos, o nariz perfeito e as bochechas salientes? Fora a barba que já lhe dava um ar de maturidade. A cor da pele… Olhou para a própria e chegou à conclusão de que talvez nunca teria uma pele com um tom bonito e moreno como aquele. Moreno…

Logo algo novamente a interrompeu e dessa vez foi na cara mesmo.

– Oi! A gente queria saber se você quer jogar vôlei com a gente?! Não têm muitos jovens na praia hoje, como pode ver, e o time está desfalcado… – Era um rapaz da mesma idade, mas não era o Moreno. Bom, ele era mais moreno que o moreno. Mais barbudo que o moreno. Talvez tinha olhos verdes também, porém ela não conseguiu reparar muito nisso já que o amigo não saía da sua cabeça. Olhou ao redor, procurando outras jovens… Como poderia uma praia sem jovens? Difícil acreditar que numa cidade onde a sua universidade estava instalada, teria poucos adolescentes  aproveitando a praia num dia lindo de sol como aquele. Era a primeira vez que vinha àquela praia e a escolheram justamente por não ser muito movimentada, queriam paz. Ela topou. Acabou jogando no time contra ao do Moreno. Podia vê-lo através da rede. Não jogavam com muitas regras, preferiam a diversão. Assim que cansaram, ela foi sentar numa pedra que ficava entre os restaurantes e a praia em si. O Moreno sentou do lado dela. Percebeu que suava, porém não cheirava mal. Cheirava até que bem! Sentia o corpo dele exalando calor. E ali conversaram. E muito. Os outros até voltaram a jogar mais uma partida, mas o casal permaneceu conversando ali.

Perguntou-se milhões e milhões de vezes se deveria perguntar seu nome, de onde era, o que fazia. Mas não queria se apegar. Afinal, suas aulas começavam em duas semanas na faculdade. E esse período, lhe disseram, seria o melhor de sua vida. Cheia de pessoas – e gatinhos – novas, experiências, festas, aprendizado, amadurecimento, etc etc. Seu último relacionado tinha sido tumultuado e nada tranqüilo, nada como ela queria para si, traumatizando-a. Queria alguém com quem pudesse contar, rir – principalmente! – , ser parceira, viajar, dividir sonhos e confiar. Então a tarde toda tinha sido sobre assuntos aleatórios. E ela adorou tudo isso. Ele parecia bem interessado nela, nas coisas dela, pedia o telefone e ela se fez de difícil até não conseguir mais resistir àquele sorriso brilhante, que enchia o peito dela de felicidade. E o que saia da boca dele só a fazia sorrir e rir, deixando-a com dores nas bochechas e na barriga também. Seria isso felicidade? Talvez ela tenha esquecido como era, ou nem vivido ainda.

Teria certeza que para esquecê-lo levaria mais do que duas semanas. Começaria a faculdade pensando em um cara… Poxa. Aquele sorriso que fazia o sol se esconder de vergonha, o riso, as piadas… O humor em si. Os olhos… Ah, como ela se derretia para aqueles olhos! Amendoados. Sua fome por eles aumentava gradualmente e intensamente.  E como queria tocar o cabelinho raspado! Além de engraçado, simpático e lindo, ele era interessante e nem um pouco chato. Podia ficar horas e horas conversando com ele.

Perto de escurecer, seus pais a chamaram para ir embora. Pode ver a cara de decepção misturado com tristeza e parecia que a saudade já tinha passagem comprada no rosto do Moreno. Tentou ser forte e não pedir mais nada, apenas dizer adeus. Telefone ou outro tipo de contato teria que ser evitado se ela quisesse realmente aproveitar o período de universitária. A despedida em si foi estranha… Ele ia tentar um beijo no rosto, ela foi no abraço, depois mudou de ideia e tentou o beijo no rosto enquanto ele tentava o abraço. Estranho. O resultado da confusão foi um selinho repentino no canto da boca do Moreno. Ops. Sentia a pele ficar avermelhada e quente – Dava pra usar a desculpa do sol quente? O sorriso dele pareceu se estender ainda mais. E toda essa situação mexeu com ela como nunca antes. Seus pés e mãos ficaram frios, seu coração acelerou e se aqueceu, parecia querer correr e se esconder assim como ela. Sua barriga era uma verdadeira montanha russa e todas essas sensações transpareceram da garganta para fora quando sua voz trêmula disse “Adeus!”

– Até logo, Branca. – Disse ele.

E o furacão de sensações voltou. Ao andar até o carro mil pensamentos rondaram sua cabeça. Meu Deus! Devia ter pedido o número dele caso ele não retornasse? O que realmente sabia dele? Que faculdade mesmo ele disse que iria cursar? Estava ocupada demais mergulhando na piscina de amêndoas, ou se bronzeando com a luz do sorriso do rapaz.

Duas semanas se passaram com muitos sentimentos trancafiados à sete chaves. Ele a havia procurado. Bastante. Ela fingia para si que não trocava mensagens com eles, mas os dedos teclavam freneticamente o celular, a barriga estremecia quando na tela do celular um contato chamado “Moreno” tinha correspondido. Fingia para si mesma que ia dormir as 22horas certinho, para começar a se acostumar com o horário de aula. Mas na verdade os lábios faziam manobras que iam de palavras à sorrisos ao telefone até quase 4/5 horas da madrugada. Fingia para si mesma que as olheiras logo de manhã a chateavam mas era impossível não checar o celular logo cedo na expectativa de novas mensagens. Expectativas correspondidas.

Na véspera de um dos dias mais importantes da sua vida, a noite foi difícil mesmo tendo passado horas conversando no telefone com o… Amigo. O coração batia forte e o estômago reclamava de ansiedade. Imaginava que não era a única que sentia isso, já que as aulas de todo o estado começavam amanhã, inclusive de Moreno. Será que ele vai conhecer uma menina bacana na faculdade? E se esquecer dela, abandoná-la, deixá-la. Ou será que ela seria capaz de fazer isso com ele? Como poderia ser esse relacionamento à distância se ela nem ao menos tinha sequer acreditado que relacionamentos assim podem durar? Além de tudo, amanhã teria que viajar sozinha para a cidade onde estudaria, conheceria pessoas novas, professores, um campus inteiro novo, matérias que nunca pensara em estudar, outras que sempre sonhara, e voltaria para sua cidade natal no mesmo dia. Esperaria contar com Moreno pelo menos por mensagens, mas provavelmente o mesmo ficaria tão ocupado com as mesmas preocupações. Na vida dele. Na vida dela.

No primeiro dia de aula, tentava achar sua sala pelo campus. Havia passado uma longa viagem – tranqüila – para chegar até ali, a faculdade na cidade praiana. Suas mãos já começavam a suar e o estômago novamente à reclamar de ansiedade.

“Estou na minha faculdade. Não consigo achar minha sala” – Teclara.

“Também estou na minha. Ah, achei coisa melhor.” – Moreno respondera. O coração da menina já palpitou erroneamente, e se ele tivesse visto uma menina bonita, perfeita e que ainda estuda na mesma cidade que a dele? E se a abandonasse agora? Não estava preparada.

“O que?”

“Você.”

De repente sentiu uma mão delicada ao mesmo tempo forte, determinada,  em seu ombro. Ah, aqueles olhos de amêndoa e o sorriso que faz o sol se esconder de vergonha…

UP!