Dor em arte | Escrito na Madrugada
17out 2015

Dor em arte

Postado por às em Pessoal, Textos

arte

Me disseram que a melhor maneira de tirar proveito da dor era tornar ela em arte. E o meu jeitinho de fazer isso é escrever. Pode ser que algumas coisas saiam tão confusas quanto os pensamentos na minha cabeça, mas pelo menos estou externando tudo o que estou sentindo. Pode ser que, alguém queira se jogar da janela depois de lê-los mas eu garanto que tudo tem um final feliz, inclusive essa minha fase textos que podem estar vindo por aí. Não vamos colocar metas, não vamos colocar nem temas. É uma sensação além do alívio, incentivo à você, leitor(a), a fazer o mesmo. Ajuda o coração, o cérebro e acalma a alma. Parece terapia. Afinal, estou lidando com tudo bem melhor do que achei que estaria. Acho que é a maturidade ajudando. Finalmente?!

Por que essa é a melhor hora para extrair a arte? Do mesmo jeito que os momentos tristes acabam, muitas vezes, nos marcando mais do que os felizes – o que não deveria acontecer, mas acontece. É tudo mais intenso. Não é algo esperado. A felicidade se constrói aos poucos, são etapas até o ápice – há aqueles que, como eu, costumam soltar “lágrimas de felicidade” ao redor do rosto, sem vergonha mesmo. Já a dor, mais comum do que a felicidade, vem de surpresa. Te pega como um tiro, uma paulada, uma facada (qual é a coisa mais dolorosa possível?). 

Tudo é relativo, mas você tem que concordar comigo que é mais ou menos assim que sentimos.

Ninguém ta preparado para as surras que vida te dá. Ah… Não estamos mesmo. Quem sabe seja por isso mesmo que dói tanto. Quando você já sabe o que está por vir, não tem medo do inesperado – aliás, o inesperado é até bom, é a última esperança (aquela que você nem conta para si mesmo que tem).

Eu sei que é duro, mas é possível: Ao invés de chorar e querer ficar debaixo das cobertas de olhos fechados em sono profundo para sempre, que tal chorar em frente àquilo que te sobra e te soma: a arte? 🙂 Tá permitido chorar enquanto se expressa, até onde eu sei, ainda não inventaram lei que proíbe isso, não.

Todo artista sabe de onde vem sua inspiração. Minha instrução se abre para aqueles que, como muitas vezes eu me senti – e sei que nem cheguei aos 10% da dor da minha vida -, seguram a dor entalada na garganta ou no peito: Joga para fora! E que forma mais simples de contribuir com o mundo se não a arte? Para você pode ser o desenho, a música, a tela, a dança… A minha “arte” (humilde, vai) é a escrita. É aqui que eu transfiro minha dor e alivio meu peito e tranquilizo o meu coração. (Sim, o órgão que bombeia sangue).

 

UP!